Espanha vence o mundo com projeto de longo prazo
A Espanha sagrou-se campeã mundial de futebol em 2026 com uma atuação dominante, coroando um projeto coeso e bem estruturado que vem sendo construído há anos. A seleção espanhola apresentou um futebol de posse de bola, pressionante e com forte identidade tática, fruto de um trabalho contínuo nas categorias de base e na comissão técnica.
Brasil: o que falta para voltar ao topo?
Enquanto a Espanha celebra, o Brasil amarga mais uma eliminação precoce e a falta de um norte claro. Segundo o jornalista Carlos Eduardo Mansur, em sua coluna, "o que existiu na construção desta seleção espanhola foi o que mais falta ao Brasil". O Brasil precisa encontrar estabilidade e preencher lacunas na formação de sua seleção, evitando copiar modelos estrangeiros e focando em um projeto próprio e consistente.
A ausência de um plano de longo prazo, a troca constante de técnicos e a falta de integração entre as categorias de base são apontadas como os principais problemas. O Brasil tem talento individual, mas carece de um sistema que potencialize esse talento coletivamente.
Lições para o futuro do futebol brasileiro
Para competir em grandes torneios, o Brasil precisa de um projeto que vá além de resultados imediatos. A Espanha mostrou que é possível construir uma hegemonia com paciência e planejamento. O Brasil deve investir na formação de treinadores, na padronização tática e na criação de uma identidade própria, em vez de tentar imitar o sucesso alheio.



