Potencial dos robôs humanoides na indústria do Sudeste Asiático
Executivos de empresas de robótica veem um grande potencial para robôs humanoides na indústria do Sudeste Asiático, especialmente em setores como logística e montagem. A Agility Robotics, conhecida por seu robô Digit, e a Apptronik, que desenvolve o robô Apollo, estão entre as companhias que miram a região como um mercado promissor.
Principais aplicações e vantagens
De acordo com Damion Shelton, CEO da Agility Robotics, os robôs humanoides podem preencher lacunas de mão de obra em tarefas repetitivas e fisicamente exigentes. "O Sudeste Asiático tem uma base manufatureira forte, mas enfrenta desafios com envelhecimento populacional e escassez de trabalhadores", afirmou Shelton. A empresa já está em negociações com parceiros locais para testar o Digit em armazéns e fábricas.
Já Jeff Cardenas, CEO da Apptronik, destacou que robôs como o Apollo podem ser usados na montagem de eletrônicos e na movimentação de cargas pesadas. "A região produz uma grande quantidade de dispositivos eletrônicos, e a automação com robôs humanoides pode aumentar a eficiência e reduzir custos", disse Cardenas.
Desafios e perspectivas
Apesar do entusiasmo, os executivos reconhecem desafios, como o custo elevado dos robôs e a necessidade de adaptação às regulamentações locais. Atualmente, o preço de um robô humanoide pode ultrapassar US$ 100 mil, o que ainda é proibitivo para muitas empresas de médio porte. No entanto, Shelton acredita que os custos devem cair com a produção em escala nos próximos anos.
O mercado de robôs humanoides na Ásia-Pacífico deve crescer a uma taxa anual de 20% até 2030, segundo estimativas da consultoria MarketsandMarkets. Países como Vietnã, Tailândia e Indonésia são vistos como os principais alvos, devido ao forte setor de manufatura e à crescente demanda por automação.
Impacto na força de trabalho
Embora a automação possa gerar preocupações sobre substituição de empregos, os executivos argumentam que os robôs humanoides complementarão a mão de obra humana, assumindo tarefas perigosas ou repetitivas. "Não se trata de substituir pessoas, mas de preencher vagas que não são preenchidas atualmente", explicou Shelton. A Agility Robotics planeja oferecer programas de treinamento para trabalhadores locais, visando uma transição suave.



