O México desmantelou uma vasta rede de contrabando de combustível, resultando na prisão do ex-governador do estado de Baja California, Ernesto Ruffo. A operação, que envolveu centenas de agentes federais, prendeu também outros altos funcionários públicos e oficiais da Marinha, revelando a profundidade da corrupção no setor energético.
Crime bilionário comparado ao narcotráfico
Conhecido como 'roubo fiscal de combustível', o contrabando é uma das atividades criminosas mais lucrativas do país, ao lado do tráfico de drogas. Estima-se que a rede movimentou bilhões de pesos em transações financeiras ilegais, utilizando vagões-tanque para contrabandear petróleo dos Estados Unidos para o México.
Segundo as autoridades, a operação foi desencadeada após apreensões significativas em 2025, que levaram à identificação dos líderes do esquema. 'Esta é uma das maiores operações contra o roubo de combustível na história do México', afirmou o procurador-geral em comunicado oficial.
Envolvimento de altos funcionários
As investigações revelaram que a rede contava com a participação de funcionários públicos de alto escalão e oficiais da Marinha, que facilitavam o transporte e a distribuição do combustível contrabandeado. Ernesto Ruffo, que governou Baja California entre 1989 e 1995, é acusado de ser um dos principais articuladores do esquema.
O caso reacende o debate sobre a segurança energética e a corrupção no México, onde o roubo de combustível, conhecido como 'huachicoleo', já causou prejuízos milionários à estatal Pemex. A prisão do ex-governador Ruffo é vista como um passo importante no combate a esse crime.



