Policiais venezuelanos roubam US$ 10 mil de vítimas de terremoto
Policiais roubam US$ 10 mil de vítimas de terremoto na Venezuela

Quatro policiais do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC) da Venezuela foram presos e expulsos da corporação após serem flagrados roubando aproximadamente US$ 10 mil de apartamentos destruídos pelos terremotos que atingiram o estado de La Guaira. As imagens, gravadas por moradores, mostram os agentes retirando dinheiro e objetos de valor durante as operações de resgate, desviando a finalidade humanitária da missão.

Flagrante e reação dos moradores

O vídeo, que circulou amplamente nas redes sociais, exibe os policiais dentro de escombros e apartamentos parcialmente colapsados, recolhendo maços de dinheiro. Moradores que filmaram a cena confrontaram os agentes, que tentaram justificar a ação como parte do resgate de pertences. No entanto, a comunidade conseguiu recuperar o valor subtraído, que estava escondido em mochilas dos policiais.

Consequências e punições

O diretor do CICPC, comissário Douglas Rico, confirmou a demissão irrevogável dos quatro envolvidos, classificando o ato como “uma traição aos valores da instituição”. Em comunicado oficial, ele afirmou: “Não toleraremos que maus funcionários manchem o nome do CICPC, especialmente em um momento de dor nacional”. O ministro do Interior, Remigio Ceballos, também se pronunciou, prometendo “punição severa e exemplar” para os policiais, que agora responderão criminalmente por furto qualificado.

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Contexto da tragédia

Os terremotos que sacudiram a região de La Guaira deixaram um saldo devastador: 1.943 mortos e mais de 10,5 mil feridos, segundo balanço oficial divulgado pela Defesa Civil. Milhares de edifícios desabaram ou ficaram inabitáveis, e as equipes de resgate trabalham ininterruptamente para localizar sobreviventes. O episódio de roubo gerou indignação popular e acirrou as críticas à atuação das forças de segurança em meio à catástrofe.

Repercussão e medidas

A população de La Guaira, abalada pela tragédia, reagiu com revolta ao saber do desvio de recursos. Organizações de direitos humanos exigiram investigação aprofundada sobre possíveis outros casos de desvio de doações e materiais de resgate. O governo venezuelano anunciou que reforçará a supervisão das equipes de emergência e instalará câmeras de monitoramento nos pontos críticos de resgate para evitar novos desvios. O caso serve como alerta sobre a necessidade de controle ético em operações humanitárias.

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