PF e Marinha apreendem 3,7 toneladas de cocaína no Atlântico
PF e Marinha apreendem 3,7 toneladas de cocaína

A Polícia Federal e a Marinha do Brasil divulgaram imagens da embarcação pesqueira apreendida no Atlântico com quase 4 toneladas de cocaína. O barco era monitorado desde abril por órgãos de inteligência nacionais e internacionais. Quatro pessoas foram presas em Belém suspeitas de tráfico internacional de drogas, e a PF investiga o caso para identificar mais envolvidos, segundo o superintendente regional da PF, Alexandre de Andrade Silva.

Monitoramento e interceptação

Após meses de monitoramento, a Marinha e a PF interceptaram o barco em águas internacionais, a cerca de 1,5 mil quilômetros do Pará. No local, foram encontrados mais de 100 pacotes de cocaína, totalizando 3.748 quilos. A droga estava embalada e escondida no fundo da embarcação de madeira. Imagens divulgadas mostram o barco e os entorpecentes.

Rota e suspeitas

A suspeita é que o barco tenha sido montado no Pará, de onde saiu com destino à Guiné, na África. No entanto, os pacotes de drogas teriam sido colocados no caminho, segundo as investigações. "A embarcação ficou parada por bastante tempo no meio do mar e depois seguiu para o seu destino", detalhou o comandante do Navio-Patrulha Bocaina, capitão de Corveta Thiago de Souza Pereira. O navio da Marinha rebocou o barco pesqueiro em alto mar até Belém, trajeto que levou quase uma semana.

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Colaboração internacional

A apreensão contou com a colaboração de órgãos dos Estados Unidos, por meio do compartilhamento de informações de inteligência, incluindo a Drug Enforcement Administration (DEA) e a Joint Interagency Task Force South (JIATF-South). Segundo o superintendente da PF, a rota utilizada pelo barco tem sido empregada por organizações criminosas por ser mais rápida e barata. "Pela localização estratégica, o Pará se tornou uma grande rota de escoamento de droga para África, Ásia e Europa", afirmou.

Investigação em andamento

"A Polícia Federal vai aprofundar as investigações, fazer todas as diligências e análises dos materiais apreendidos, inclusive dos celulares dos presos, e a gente vai chegar a uma conclusão de quem era o grande distribuidor, porque era uma quantia significativa", declarou Alexandre de Andrade Silva. A operação reforça a atuação conjunta entre Brasil e Estados Unidos no combate ao tráfico internacional de drogas.

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