Governo reconhece interesse público na suspensão de dívidas de Angra 3
Governo reconhece interesse público em dívidas de Angra 3

O Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE) reconheceu o 'interesse público' na análise do pedido da Eletronuclear para suspender temporariamente o pagamento das dívidas da Usina Angra 3. A decisão, tomada em reunião recente, abre caminho para uma eventual prorrogação dos pagamentos devidos a bancos, mas a palavra final ainda não foi dada.

Histórico da obra e dificuldades financeiras

A usina nuclear Angra 3, localizada em Angra dos Reis (RJ), está com as obras paralisadas desde 2015. Até o momento, já foram investidos cerca de R$ 12 bilhões no empreendimento, e estima-se que seriam necessários mais R$ 23 bilhões para concluí-lo. A Eletronuclear, estatal responsável pelo projeto, enfrenta sérias dificuldades financeiras, mesmo após medidas de corte de gastos e reestruturação interna.

No ano passado, a empresa entrou com pedido de prorrogação de pagamentos junto aos bancos credores, alegando incapacidade de honrar os compromissos no curto prazo. O reconhecimento do 'interesse público' pelo CNPE é um passo importante, mas não garante a suspensão definitiva.

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Impactos e próximos passos

A decisão do CNPE permite que o governo avalie com mais profundidade a situação financeira da Eletronuclear e a viabilidade de retomar as obras. Especialistas apontam que a conclusão de Angra 3 poderia aumentar a capacidade de geração de energia nuclear no Brasil, mas o alto custo e o histórico de paralisações geram incertezas.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, 'a medida visa preservar a saúde financeira da estatal e evitar a interrupção definitiva do projeto'. Ainda não há prazo para a decisão final sobre a suspensão das dívidas.

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