Bitcoin sobe para US$ 63 mil após inflação dos EUA desacelerar
Bitcoin sobe para US$ 63 mil com inflação dos EUA

O Bitcoin disparou nesta quinta-feira, 14 de julho, ultrapassando a marca de US$ 63 mil pela primeira vez em mais de um mês, impulsionado pela divulgação do índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo das expectativas do mercado. A criptomoeda chegou a ser negociada a US$ 63.200, alta de 5,3% nas últimas 24 horas, segundo dados da CoinDesk.

Inflação americana desacelera e anima investidores

O CPI de junho registrou alta de 0,1% em relação a maio, contra expectativa de 0,2%, e acumulou 3,0% nos últimos 12 meses, abaixo dos 3,1% projetados. A inflação subjacente, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, também desacelerou para 3,3% na base anual, ante 3,4% esperado. "O dado reforça a narrativa de que o Federal Reserve pode iniciar cortes de juros ainda este ano", afirmou André Franco, analista do Mercado Bitcoin.

Impacto no mercado de criptomoedas

A desaceleração da inflação reduz a pressão sobre o Fed para manter juros elevados, o que tende a beneficiar ativos de risco como criptomoedas. "Com juros mais baixos, o custo de oportunidade de segurar ativos não rentáveis como o Bitcoin diminui", explicou Franco. O Ethereum também subiu, para US$ 3.450, alta de 4,8%. O mercado de criptomoedas como um todo avançou 4,2%, elevando sua capitalização total para US$ 2,3 trilhões.

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Perspectivas para os próximos meses

Analistas apontam que o Bitcoin pode testar a resistência de US$ 65 mil nas próximas sessões, caso o otimismo persista. "Se o Fed sinalizar cortes em setembro, podemos ver um rali de final de ano", disse Franco. No entanto, alertam para possíveis correções técnicas após a alta expressiva. O mercado de opções mostra 65% de chance de o Bitcoin encerrar o ano acima de US$ 70 mil, segundo a Deribit.

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