O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU anunciou um auxílio inicial de R$ 259 milhões para fornecer assistência alimentar emergencial a cerca de 500 mil pessoas na Venezuela, após os terremotos devastadores que atingiram o país. O valor será destinado a cobrir as necessidades básicas de alimentação por um período de três meses, enquanto equipes humanitárias trabalham para evitar um agravamento da crise humanitária.
Detalhes do auxílio e apelo do PMA
O PMA lançou um apelo formal para arrecadar fundos adicionais, visando sustentar a operação a médio prazo. De acordo com a agência da ONU, mais de 3 mil toneladas de alimentos já estão estocadas e prontas para distribuição nas regiões mais afetadas. A prioridade é alcançar comunidades isoladas, onde a infraestrutura foi severamente danificada pelos tremores.
“Estamos correndo contra o tempo para garantir que as pessoas não passem fome”, afirmou um porta-voz do PMA em Genebra. “A escassez de alimentos e o risco de doenças aumentam a cada dia, e precisamos de apoio contínuo da comunidade internacional para evitar um ciclo prolongado de insegurança alimentar.”
Impacto dos terremotos e crise humanitária
Os terremotos, que ocorreram em sequência nas últimas semanas, deixaram um rastro de destruição em diversas regiões da Venezuela. Além das perdas humanas, milhares de famílias perderam suas casas e meios de subsistência. A pobreza, que já afetava grande parte da população antes dos desastres, se aprofundou, com o colapso de estradas, hospitais e sistemas de abastecimento de água.
O PMA alerta que, sem uma resposta rápida, a fome pode se espalhar rapidamente. A agência estima que cerca de 7 milhões de venezuelanos já enfrentavam insegurança alimentar antes dos terremotos, e o número pode crescer significativamente. O auxílio inicial de R$ 259 milhões é considerado insuficiente para cobrir todas as necessidades, mas representa um primeiro passo crucial.
Distribuição e logística
As operações de distribuição estão sendo coordenadas com o governo venezuelano e organizações locais. Os alimentos estocados incluem arroz, feijão, óleo vegetal e outros itens básicos. Equipes de logística enfrentam desafios como estradas bloqueadas e falta de combustível, mas o PMA afirma estar utilizando rotas alternativas e transporte aéreo quando necessário.
A ONU reforçou que a transparência na distribuição será monitorada por observadores independentes, para garantir que a ajuda chegue às populações mais vulneráveis. O apelo do PMA segue aberto para doações de governos e setor privado.



