O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) projeta que 50 mil pessoas ainda estão soterradas na Venezuela, após os dois terremotos que atingiram o país na última semana. Os danos físicos podem alcançar US$ 6,7 bilhões (R$ 34,6 bilhões), o equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país sul-americano.
Avaliação preliminar do PNUD
A avaliação é preliminar e se baseia em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais, informou o órgão. A projeção também inclui perdas de bens — como moradias —, mas não abrange os impactos econômicos mais amplos causados pelo desastre.
De acordo com o PNUD, o número de pessoas soterradas é estimado em 50 mil, mas o órgão ressalta que os dados ainda podem mudar conforme novas informações chegam das áreas afetadas. As equipes de resgate continuam trabalhando nos escombros em busca de sobreviventes.
Danos materiais e impacto econômico
Os US$ 6,7 bilhões em danos físicos representam uma parcela significativa da economia venezuelana, já fragilizada por anos de crise. O valor inclui destruição de moradias, infraestrutura e outros bens, mas não considera os efeitos indiretos, como interrupção de atividades comerciais e perda de renda.
Imagens de satélite mostram bairros inteiros arrasados em cidades como Catia La Mar, onde casas danificadas permanecem de pé três dias após os tremores. A região metropolitana de Caracas também foi severamente afetada.
Resposta internacional e desafios
A ONU já mobilizou equipes para apoiar as operações de busca e resgate, mas enfrenta dificuldades logísticas devido à infraestrutura danificada e à falta de combustível no país. Organizações humanitárias alertam para o risco de doenças em abrigos superlotados.
O governo venezuelano ainda não divulgou um balanço oficial de vítimas ou danos. A projeção do PNUD é a primeira estimativa independente de grande escala desde os terremotos.



