Nepalês sobrevive uma semana sozinho no Everest e escapa de fenda glacial
Nepalês sobrevive uma semana sozinho no Everest

O nepalês Dawa Sherpa, de 57 anos, sobreviveu uma semana sozinho no Monte Everest, incluindo três dias preso em uma fenda glacial, após desaparecer durante a descida da montanha mais alta do mundo. Sem oxigênio suplementar e sem comunicação com as equipes de resgate, ele se alimentou apenas de biscoitos e chocolate congelado que carregava na mochila.

O desaparecimento e o drama na fenda

Dawa Sherpa fazia parte de uma expedição ao Everest quando, durante a descida, se separou do grupo. Ele caiu em uma fenda glacial e ficou preso por três dias. "Pensei que fosse morrer lá", disse o nepalês, conforme relato à imprensa local. Sem equipamento de comunicação, ele não conseguia pedir socorro e as equipes de resgate não tinham notícias dele.

A avalanche que salvou sua vida

Após dias sem esperança, uma avalanche ocorreu na região e, por um golpe de sorte, preencheu parte da fenda com neve, permitindo que Dawa Sherpa escalasse e saísse do buraco. Ele então começou a caminhar em direção ao acampamento base, onde foi encontrado por outros alpinistas em 4 de junho. "Foi um milagre", afirmou um dos membros da equipe de resgate que o atendeu.

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Recuperação e futuro

Atualmente, Dawa Sherpa se recupera em um hospital em Katmandu. Ele sofre de queimaduras de frio nos dedos das mãos e dos pés, mas está fora de perigo. Questionado sobre planos futuros, o nepalês descarta voltar a escalar o Everest. "Já fiz minha parte. Não quero mais arriscar minha vida", declarou.

O Everest, com 8.849 metros de altitude, já foi palco de diversas tragédias. Em 2023, o governo nepalês emitiu mais de 400 permissões de escalada para a temporada, gerando preocupações sobre a segurança e o excesso de alpinistas na montanha.

O resgate e as condições extremas

As equipes de resgate enfrentaram condições climáticas adversas para localizar Dawa Sherpa. A falta de oxigênio e o frio intenso dificultaram as buscas. O alpinista foi encontrado desidratado e com sinais de hipotermia, mas consciente. "Ele estava muito fraco, mas com vontade de viver", disse um médico do hospital em Katmandu.

Dawa Sherpa é um dos muitos sherpas que trabalham como guias e carregadores no Everest. A profissão é uma das mais perigosas do mundo, com dezenas de mortes registradas anualmente.

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