Navio russo faz exercício com fogo real no Canal da Mancha
Navio russo faz exercício com fogo real no Canal da Mancha

Um navio de guerra russo realizou exercícios de artilharia com fogo real no Canal da Mancha, próximo à costa da Inglaterra, gerando preocupação no Reino Unido. O novo ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, classificou a ação como 'irresponsável' e afirmou que a Marinha Real monitorou de perto a atividade da embarcação. O exercício ocorreu no mesmo dia em que o novo primeiro-ministro, Andy Burnham, tomou posse.

Detalhes do exercício russo

O navio de guerra russo disparou tiros reais durante os exercícios no Canal da Mancha, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. A Marinha Real britânica confirmou que acompanhou a movimentação e que a embarcação estava sendo monitorada constantemente. 'Acompanhamos de perto a atividade da embarcação russa para garantir a segurança da navegação e a defesa do território britânico', disse um porta-voz da Marinha.

Reação do governo britânico

O ministro da Defesa, Wes Streeting, criticou a iniciativa russa, chamando-a de 'irresponsável' e 'provocativa'. Em declaração à imprensa, Streeting afirmou: 'Ações como essa não contribuem para a estabilidade regional e demonstram o desrespeito da Rússia pelas normas internacionais'. O exercício coincidiu com a posse do primeiro-ministro Andy Burnham, que reafirmou o apoio do Reino Unido à Ucrânia.

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Posição do Kremlin

O Kremlin negou que o exercício tenha relação com a posse do novo premier britânico, mas destacou que o apoio do Reino Unido à Ucrânia é um prolongamento do conflito. 'As ações britânicas de fornecer armas e apoio financeiro a Kiev apenas estendem o sofrimento do povo ucraniano', disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. A Rússia argumenta que seus exercícios navais são rotineiros e realizados em conformidade com o direito internacional.

Contexto geopolítico

A situação reflete o aumento da atividade naval russa na região, especialmente após o início da guerra na Ucrânia. Nos últimos meses, navios de guerra russos têm sido avistados com mais frequência no Canal da Mancha e no Mar do Norte, o que levou a OTAN a reforçar a vigilância. Especialistas apontam que a Rússia busca testar a capacidade de resposta das forças ocidentais e demonstrar poderio militar.

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