O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou neste sábado que as violações dos Estados Unidos ao acordo nuclear de 2015 mostram que a assinatura do presidente Donald Trump não tem valor. A declaração ocorre após Washington reimpor sanções ao país persa.
Contexto das declarações
Khamenei afirmou que os EUA provaram não ser confiáveis ao descumprir o acordo, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA). "As violações dos EUA mostram que a assinatura de Trump não tem valor", disse o líder, citado pela agência de notícias estatal Irna.
O acordo nuclear foi firmado em 2015 entre Irã e o grupo P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha). Em 2018, Trump retirou os EUA do pacto e impôs sanções econômicas ao Irã.
Impacto das sanções
As sanções reimpostas pelos EUA afetam setores como petróleo, bancos e transporte. O governo iraniano critica a medida, classificando-a como ilegal. Khamenei também acusou os EUA de tentar derrubar o regime iraniano, mas afirmou que o país resistirá.
"Eles querem nos isolar, mas não conseguirão", declarou o aiatolá. A economia iraniana já sofre com inflação alta e desemprego, agravados pelas sanções.
Reação internacional
A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada de tensões. A União Europeia tenta mediar a situação, mas até agora não houve avanços. O Irã insiste que só negociará se os EUA voltarem ao acordo.
Khamenei também criticou países europeus por não cumprirem promessas de contornar as sanções. "Eles falam, mas não agem", disse.



