Japão instala 800 câmeras em montanhas após ataques de ursos
Japão instala 800 câmeras em montanhas após ataques de ursos

O Japão registrou um aumento alarmante de ataques de ursos em 2026, com cinco mortes de pessoas até o momento. Em resposta, o governo japonês iniciou a instalação de 800 câmeras nas montanhas da região de Tohoku, no norte do país, para monitorar e realizar um censo da população de ursos.

Motivos do aumento de ataques

Autoridades locais atribuem o crescimento dos incidentes ao aumento da população de ursos nos últimos anos. Esse fenômeno estaria ligado à saída de pessoas das áreas rurais, que reduz a presença humana e permite que os animais se aproximem de vilarejos e cidades. Segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão, os ataques resultaram em cinco mortes e dezenas de feridos em 2026.

Projeto de monitoramento com câmeras

O projeto, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, prevê a instalação de 800 câmeras em pontos estratégicos das montanhas de Tohoku. As câmeras capturam imagens 24 horas por dia, permitindo identificar e estudar grupos de ursos, seus hábitos e deslocamentos. "Queremos entender o comportamento dos ursos para prevenir novos ataques", afirmou um porta-voz do ministério. O censo deve durar seis meses, com resultados preliminares esperados para o final de 2026.

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Impacto nas comunidades rurais

O êxodo rural é apontado como um dos principais fatores para o aumento da população de ursos. Com menos pessoas vivendo e trabalhando no campo, os animais perdem o medo dos humanos e se aproximam das áreas habitadas. Em algumas localidades, foram registrados ursos entrando em plantações e até em escolas. O governo também distribuiu folhetos com orientações de segurança e recomenda que moradores não deixem lixo exposto.

Especialistas alertam que, sem medidas efetivas, o número de ataques pode continuar crescendo. "Precisamos de uma abordagem integrada, que combine monitoramento, controle populacional e educação da população", disse Hiroshi Tanaka, biólogo da Universidade de Tóquio. O censo com câmeras é visto como um primeiro passo para entender a dimensão do problema e planejar ações futuras.

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