O Japão sancionou uma nova lei que revisa a composição da família imperial, permitindo que princesas mantenham seu status após o casamento e abrindo caminho para a adoção de descendentes de antigos ramos imperiais. A legislação, aprovada em 30 de junho de 2026, visa garantir a continuidade da monarquia, que atualmente conta com apenas três herdeiros masculinos elegíveis ao trono.
Detalhes da nova legislação
De acordo com o governo japonês, a lei permite que princesas que se casam com plebeus permaneçam como membros da família imperial, algo que antes era proibido. Além disso, a lei possibilita a adoção de descendentes masculinos de antigos ramos imperiais que foram excluídos da família após a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a sucessão ao trono continua restrita a homens, mantendo a tradição de que apenas herdeiros do sexo masculino podem se tornar imperadores.
Impacto na monarquia
A medida é vista como uma forma de evitar uma crise de sucessão, já que a família imperial tem poucos herdeiros homens. Atualmente, os únicos sucessores elegíveis são o príncipe herdeiro Akishino, seu filho Hisahito, e o imperador emérito Akihito. A nova lei não altera a proibição de mulheres no trono, o que gerou críticas de grupos que defendem a igualdade de gênero. "É um passo importante para a estabilidade da monarquia, mas ainda há muito a fazer em termos de igualdade", disse um porta-voz do governo.



