O Irã planeja apresentar uma reclamação formal à FIFA, órgão máximo do futebol mundial, acerca das restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos à sua seleção durante a Copa do Mundo. A medida tem gerado desconforto e preocupação na delegação iraniana, que alega prejuízos à preparação técnica e física dos jogadores.
Protesto oficial contra limitações de visto
Em comunicado divulgado na sexta-feira, a Federação Iraniana de Futebol anunciou que formalizará um protesto junto à FIFA. No documento, a entidade afirma que as restrições são incompatíveis com o princípio de igualdade de condições entre as seleções participantes do torneio. "A Federação Iraniana de Futebol acredita que essas restrições são incompatíveis com os princípios de igualdade de condições para as seleções participantes e podem afetar sua preparação técnica", diz o texto.
Devido à incerteza em relação aos vistos e ao conflito diplomático com os EUA, a seleção iraniana está baseada no México, um dos países coanfitriões da Copa, e precisa se deslocar diariamente para disputar seus três jogos da fase de grupos em solo americano. As autoridades norte-americanas exigem que a equipe entre no país no prazo máximo de 24 horas antes de cada partida e saia no mesmo dia do confronto.
Técnico critica situação e cita prejuízo
O técnico Amir Ghalenoei classificou a seleção iraniana como a "mais oprimida" do torneio, devido às dificuldades logísticas impostas. Ghalenoei afirmou que a situação prejudicou o desempenho da equipe no empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia, na segunda-feira. Segundo a federação, o planejamento original previa que a delegação chegasse à cidade-sede dois dias antes de cada jogo, para atingir as melhores condições técnicas e físicas, e retornasse à base no dia seguinte à partida. "No entanto, para a partida de estreia contra a Nova Zelândia, esse pedido não foi aprovado", lamentou a entidade.
Próximos jogos do Irã na Copa
O Irã enfrenta a Bélgica no dia 21 de junho, em Los Angeles, e encerra sua participação no Grupo G contra o Egito, em 27 de junho, em Seattle. Até o momento, nem a FIFA nem o Departamento de Segurança Interna dos EUA responderam aos pedidos de comentário da Reuters sobre o caso.



