Irã usa defesa do goleiro Beiravand como metáfora de guerra contra EUA
Irã usa defesa de goleiro como metáfora de guerra

O governo do Irã utilizou a partida de sua seleção contra a Bélgica na Copa do Mundo de 2026 para fazer uma metáfora da guerra contra os Estados Unidos e demonstrar força. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou: "É assim que protegemos nossa terra", referindo-se a uma defesa à queima-roupa do goleiro Alireza Beiravand durante o primeiro tempo do jogo.

Goleiro herói garante empate

Com 7 defesas, Beiravand foi o grande nome da partida, assegurando o empate por 0 a 0 contra a Bélgica e conquistando o segundo ponto do Irã na Copa do Mundo. A atuação do goleiro foi amplamente celebrada nas redes sociais, onde o lance também foi transformado em meme de guerra.

Internautas publicaram uma foto de outro ângulo do momento do chute do atacante belga e a defesa de Beiravand, escrevendo "Estreito de Ormuz" no espaço entre o goleiro e o zagueiro iranianos. A alusão faz referência à maior influência conquistada pelo Irã sobre o estreito no Oriente Médio após o conflito contra os EUA.

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Negociações de paz em Zurique

Na semana passada, os presidentes dos EUA e do Irã assinaram um acordo de paz preliminar para encerrar a guerra no Oriente Médio. Atualmente, os dois países negociam um tratado final para resolver todas as pendências. Nesta segunda-feira (22), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que a primeira rodada de tratativas com os iranianos foi "muito boa" e criou uma "boa base para um acordo final bem-sucedido".

As conversas ocorreram em Zurique, na Suíça, com a participação de Vance, do chanceler iraniano Abbas Araghchi e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, que também chefia as negociações com os EUA. "Lançamos a base. Não construímos a casa, mas estabelecemos uma base sólida para chegarmos a um bom resultado para o povo americano", declarou Vance.

Progresso e turbulências

O Irã afirmou que houve "progresso significativo" para o fim dos combates no Líbano e considerou a conversa o primeiro teste real das negociações. No entanto, as tratativas também tiveram momentos turbulentos. Durante as discussões, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou voltar a atacar o Irã caso o Hezbollah, grupo terrorista libanês, não parasse de fazer ataques ao norte de Israel.

As forças israelenses têm realizado ataques amplos e severos ao Líbano, que já deixaram 4 mil mortos desde o início de março, segundo autoridades locais, com o argumento de alvejar o grupo terrorista. Apesar das tensões, as conversas em Zurique, que começaram na manhã de domingo e se estenderam até o início da manhã de segunda-feira, conseguiram contornar o mal-estar e progrediram.

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