O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã e Omã chegaram, “em grande medida”, a um acordo sobre os mecanismos de administração do Estreito de Ormuz, em meio às negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, a gestão da passagem estratégica ficará sob responsabilidade compartilhada dos dois países, e o Irã receberá compensação financeira pelos serviços prestados no estreito.
Defesa e programa nuclear fora da mesa
Baghaei também reiterou que o programa de defesa iraniano não fará parte de nenhuma negociação. “Nossas capacidades de defesa não serão discutidas em nenhum processo”, declarou. Sobre a questão nuclear, o porta-voz disse que o Irã não aceitará enviar material enriquecido para fora do país. De acordo com ele, a única alternativa considerada aceitável é a redução do nível de enriquecimento dentro do próprio território iraniano.
Sanções e reciprocidade
O representante iraniano voltou a defender o fim das restrições ao setor energético. Segundo Baghaei, as sanções sobre o petróleo iraniano devem ser suspensas, permitindo que o país venda sua produção sem obstáculos relacionados a transporte, seguros ou recebimento de receitas. Em relação às negociações com Washington, ele advertiu que Teerã responderá na mesma medida caso os Estados Unidos atrasem a implementação dos compromissos assumidos. “Se os americanos começarem a protelar a execução de suas obrigações, faremos o mesmo”, afirmou.
Acusações a Israel e garantias
Baghaei também acusou Israel de tentar impedir avanços diplomáticos e disse que cabe aos EUA garantir que o país cumpra os compromissos assumidos por Washington no memorando de entendimento. Segundo ele, a capacidade de dissuasão iraniana e o princípio da reciprocidade são as principais garantias para a implementação do acordo.



