Gestores veem risco fiscal no Brasil, mas mantêm otimismo com agro
Gestores veem risco fiscal no Brasil, mas mantêm otimismo com agro

Em meio a um cenário de incertezas fiscais, gestores de fundos brasileiros mantêm uma visão otimista para o agronegócio e para o país no longo prazo. Em evento recente, Ivo Chermont, da Quantitas, avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está indo para o “all in” no fiscal, enquanto Rodrigo Parreiras, da Verde Asset, previu que o Brasil enfrentará uma “ressaca” em 2027 após uma “orgia fiscal”. Já Luis Magalhães, da Guepardo Investimentos, afirmou preferir ganhar IPCA + 15% em ações ao Tesouro IPCA+.

Visões divergentes sobre o fiscal

Ivo Chermont destacou que a atual política fiscal do governo Lula é agressiva, com gastos elevados que podem gerar desequilíbrios futuros. “Lula está indo para o ‘all in’ no fiscal”, disse Chermont, ressaltando que a estratégia pode trazer riscos para a economia. Por outro lado, Rodrigo Parreiras, da Verde Asset, alertou que o país terá uma “ressaca” em 2027, após o que chamou de “orgia fiscal”. Segundo ele, o crescimento atual é insustentável e levará a um ajuste doloroso.

Otimismo com o agronegócio

Apesar das preocupações fiscais, os gestores mantêm otimismo com o setor agropecuário. “Brasil vai ser o vencedor no final”, afirmou Parreiras, destacando a competitividade do agronegócio brasileiro. Luis Magalhães também se mostrou confiante, preferindo investir em ações do setor agro do que em títulos públicos indexados à inflação. “Prefiro ganhar IPCA + 15% em ações ao Tesouro IPCA+”, declarou, indicando uma aposta em empresas do agronegócio.

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Impactos no mercado

As declarações dos gestores ocorrem em um momento de volatilidade nos mercados, com o dólar em alta e a renda fixa pressionada. A preferência por ações do agronegócio reflete uma visão de que o setor continuará a se beneficiar da demanda global por alimentos, mesmo em um cenário fiscal adverso. “O agro brasileiro é competitivo e tem potencial de crescimento”, reforçou Magalhães.

Em resumo, enquanto o cenário fiscal preocupa, os gestores acreditam que o agronegócio será um motor de crescimento para o Brasil, mantendo o otimismo no longo prazo.

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