Em meio à incerteza sobre a realização das corridas no Oriente Médio em 2026, a Fórmula 1 considera recolocar no calendário o GP da Malásia, presente na categoria entre 1999 e 2017 e disputado no Circuito Internacional de Sepang. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pelo jornal americano "New York Times".
Contexto do calendário e conflitos
O calendário inicial da F1 para 2026 previa 24 corridas, sendo quatro delas no Oriente Médio: os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, previstos para abril, e os do Catar e de Abu Dhabi, que encerram a temporada entre o fim de novembro e o início de dezembro. No entanto, a escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã fez com que as provas no Bahrein (em 12 de abril) e na Arábia Saudita (19 de abril) fossem canceladas naquele momento.
Possível realocação e retorno da Malásia
Desde então, a F1 tenta realocar ao menos o GP do Bahrein no calendário, e uma das possibilidades é a reintrodução da prova entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, em um fim de semana vago nos dias 3 e 4 de outubro. A ideia ganhou força após o cessar-fogo entre EUA e Irã, mas as novas ameaças e ataques recentes criaram uma situação de incerteza sobre a realização das corridas no Oriente Médio - não só as que foram canceladas em abril, mas também as no fim do ano.
De acordo com o New York Times, a F1 avalia seriamente o retorno do GP da Malásia como alternativa para substituir as etapas canceladas ou incertas. O Circuito Internacional de Sepang, localizado próximo a Kuala Lumpur, recebeu a Fórmula 1 por 19 temporadas consecutivas, de 1999 a 2017, e é conhecido por suas curvas técnicas e clima tropical imprevisível.



