O ex-ministro da Justiça da Coreia do Sul, Park Sung-jae, foi condenado a 25 anos de prisão por seu papel na declaração de lei marcial em dezembro de 2024, durante o governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol. A sentença foi proferida pelo tribunal de Seul nesta segunda-feira (22), sob a acusação de insurreição.
Contexto da lei marcial
Em dezembro de 2024, o então presidente Yoon Suk Yeol decretou lei marcial, medida que durou apenas seis horas. A ação foi revogada por parlamentares em uma sessão de emergência, após intensa pressão política. Park Sung-jae, como ministro da Justiça, atuou para viabilizar o decreto, o que levou à sua condenação por insurreição.
Condenação de Yoon e crise política
Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua por liderar a insurreição que desencadeou uma grave crise política e econômica no país. A decisão judicial destacou que o ex-presidente e seus aliados violaram a ordem constitucional ao tentar impor a lei marcial sem justificativa legal.
Reações e impactos
A condenação de Park Sung-jae é vista como um passo importante para a responsabilização dos envolvidos. Segundo analistas, o caso reforça a solidez das instituições democráticas sul-coreanas. O tribunal afirmou que a insurreição representou uma ameaça direta à democracia, e a pena reflete a gravidade do delito.
Park Sung-jae declarou que pretende recorrer da decisão, mas especialistas consideram que as chances de reversão são baixas. O caso continua a gerar debates sobre os limites do poder executivo e a necessidade de salvaguardas democráticas.



