Jovem de 23 anos morre após parto prematuro de gêmeos em SP
Jovem morre após parto prematuro de gêmeos em SP

Adriane Caroline Higino Elias, de 23 anos, morreu na última segunda-feira (21) após complicações no parto de gêmeos prematuros em Araçatuba, interior de São Paulo. A jovem entrou em trabalho de parto com 28 semanas de gestação, quando um dos bebês nasceu em sua residência e o outro dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a caminho do hospital.

Parto complicado e atendimento de emergência

Segundo informações da Secretaria de Saúde de Araçatuba, Adriane foi socorrida pelo Samu após o nascimento do primeiro bebê em casa. Durante o trajeto até a Santa Casa de Araçatuba, o segundo gêmeo nasceu dentro da ambulância. Ao chegar à unidade hospitalar, a jovem foi submetida a uma cirurgia de emergência devido a complicações, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada oficialmente.

Estado de saúde dos recém-nascidos

Os dois recém-nascidos, prematuros extremos, foram encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa. De acordo com o hospital, ambos apresentam estado de saúde estável e recebem os cuidados necessários para a prematuridade. A idade gestacional de 28 semanas é considerada de alto risco, exigindo suporte intensivo.

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Família e comunidade em luto

Adriane deixa o marido e outros cinco filhos, com idades entre 1 e 10 anos. A família reside no bairro São Joaquim, em Araçatuba. Vizinhos e amigos prestaram homenagens nas redes sociais. “Era uma mãe dedicada, sempre sorrindo. Estamos todos em choque”, disse uma amiga à reportagem. A Prefeitura de Araçatuba emitiu nota de pesar e informou que acompanha o caso junto à Secretaria de Saúde.

Riscos da prematuridade e mortalidade materna

O caso reforça os riscos associados à prematuridade e à mortalidade materna no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade materna no país é de cerca de 60 óbitos por 100 mil nascidos vivos, com maior incidência em complicações durante o parto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda assistência pré-natal adequada e acesso a serviços de emergência para reduzir esses números.

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