Capacidade militar dos EUA no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos possuem capacidade militar para reabrir o Estreito de Ormuz à força, mas a operação envolveria riscos significativos e consequências imprevisíveis, de acordo com analistas de defesa consultados pelo Valor. A rota marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, é estratégica para a economia global e tem sido palco de tensões entre Washington e Teerã.
Estratégia e riscos de uma intervenção
Uma eventual operação militar exigiria a neutralização de mísseis antinavio, minas navais e barcos rápidos iranianos. O Pentágono estima que seria necessário um esforço conjunto da Marinha, Força Aérea e forças especiais. No entanto, o custo humano e material seria alto. "Os EUA têm os meios, mas o preço político e militar pode ser proibitivo", afirmou o analista Michael Knights, do Instituto Washington para Política do Oriente Próximo.
Impacto global e reações
Uma ação militar desencadearia uma crise diplomática com aliados europeus e asiáticos, além de disparar o preço do petróleo. O Irã já alertou que qualquer tentativa de bloquear o estreito resultaria em retaliação imediata. A China, maior importadora de petróleo da região, pediu moderação a ambas as partes. A situação permanece volátil, com negociações indiretas entre EUA e Irã ainda sem avanços concretos.



