Dois militares dos Estados Unidos foram mortos e um terceiro está desaparecido após uma série de ataques do grupo Estado Islâmico (EI) contra posições no Iraque, informou o Pentágono neste sábado (18). Os incidentes ocorreram na província de Diyala, leste do país, onde forças americanas e iraquianas realizam operações conjuntas.
Ataques coordenados do EI
Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os ataques aconteceram na sexta-feira (17) e envolveram ao menos três explosões de dispositivos improvisados (IEDs) e disparos de armas leves contra uma base militar compartilhada. O grupo extremista reivindicou a autoria em comunicado divulgado em canais de propaganda. O Pentágono afirmou que as forças americanas revidaram, mas não conseguiu evitar as baixas.
Busca pelo desaparecido
O militar desaparecido é dado como não localizado desde o fim do combate. Equipes de busca estão sendo auxiliadas por drones e forças especiais iraquianas. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, declarou em nota: "Estamos profundamente entristecidos pela perda de dois bravos soldados e nossas orações estão com suas famílias. Continuaremos todos os esforços para localizar o terceiro membro de nossa equipe". As identidades não foram divulgadas, aguardando notificação familiar.
Contexto de tensão regional
Os ataques ocorrem em meio ao aumento de atividades do EI no Iraque e na Síria, onde o grupo tenta se reorganizar após perder territórios. Desde 2021, os EUA mantêm cerca de 2.500 soldados no Iraque em missão de aconselhamento e assistência. O incidente eleva para 12 o número de militares americanos mortos em ação no Iraque neste ano, segundo dados do Pentágono.
Reação do governo iraquiano
O primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani, condenou os ataques e prometeu cooperação total na investigação. "O terrorismo ainda representa uma ameaça real, e estamos unidos com nossos aliados para erradicá-lo", disse em comunicado oficial. A região de Diyala é conhecida por ser um reduto de células dormentes do EI.



