O líder norte-coreano Kim Jong-Un anunciou que a Coreia do Norte está equipando sua Marinha com armas nucleares, segundo a agência estatal KCNA. A declaração foi feita durante uma cerimônia de incorporação de um navio de guerra, onde Kim afirmou que o programa avança conforme planejado, transformando a Marinha em uma força equipada com recursos estratégicos.
Detalhes do anúncio
A KCNA informou que Kim Jong-Un supervisionou pessoalmente o evento e destacou a importância de modernizar as forças navais com capacidades nucleares. "Nossa Marinha está se tornando uma força armada com armas nucleares", disse Kim, segundo a agência. A medida reforça a contínua militarização do país, que já realizou testes de mísseis balísticos e armas nucleares nos últimos anos.
Impacto regional e global
A iniciativa norte-coreana preocupa a comunidade internacional, especialmente vizinhos como Coreia do Sul e Japão, além dos Estados Unidos. Especialistas apontam que o desenvolvimento de armas nucleares navais pode aumentar a capacidade de dissuasão e ataque surpresa da Coreia do Norte. A ONU e potências ocidentais já condenaram repetidamente os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang, impondo sanções econômicas.
Kim Jong-Un afirmou que o programa nuclear naval é parte de um plano estratégico de longo prazo para garantir a segurança nacional. "Continuaremos a fortalecer nossas capacidades de defesa para proteger a soberania do país", declarou. A Coreia do Norte já possui mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) capazes de atingir os Estados Unidos, e agora busca integrar ogivas nucleares em navios de guerra.
Reações internacionais
O governo sul-coreano expressou "grave preocupação" com o anúncio, classificando-o como uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O Japão também condenou a medida, prometendo coordenar com os EUA uma resposta. Analistas militares alertam que a nuclearização da Marinha norte-coreana pode desencadear uma corrida armamentista na região, com Seul e Tóquio buscando fortalecer suas próprias capacidades.
Os Estados Unidos, por meio do porta-voz do Departamento de Estado, reiteraram o compromisso com a desnuclearização da Península Coreana. "Continuaremos a pressionar a Coreia do Norte a abandonar suas ambições nucleares por meio de sanções e diplomacia", afirmou. No entanto, Pyongyang tem ignorado consistentemente os apelos internacionais, argumentando que seu programa nuclear é defensivo.



