Copa ampliada quebra recordes de público, audiência e receita
Copa ampliada quebra recordes de público, audiência e receita

A edição ampliada da Copa do Mundo, que contou com 48 seleções pela primeira vez, registrou uma série de recordes históricos, superando marcas estabelecidas em torneios anteriores. O evento, realizado entre junho e julho de 2026, atingiu números inéditos de público nos estádios, audiência televisiva global e receita comercial, consolidando o formato expandido como um sucesso de público e negócios.

Público recorde nos estádios

O torneio atraiu um total de 4,2 milhões de espectadores nos 80 jogos disputados em 16 cidades-sede, superando o recorde anterior de 3,6 milhões registrado na Copa de 2014, no Brasil. A média de público por partida foi de 52.500 torcedores, a maior desde 1994. O jogo com maior público foi a final, que reuniu 88.966 pessoas no Estádio de Wembley, em Londres.

De acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a taxa de ocupação dos estádios foi de 95%, a mais alta da história do torneio. "Estes números mostram que o futebol nunca foi tão popular. A expansão para 48 seleções trouxe novos públicos e mercados, sem comprometer a qualidade do espetáculo", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista coletiva.

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Audiência global explode

A audiência acumulada da Copa ultrapassou 6 bilhões de espectadores em todo o mundo, um aumento de 15% em relação a 2022. A final entre Brasil e Alemanha foi assistida por 1,8 bilhão de pessoas, tornando-se o evento esportivo mais visto da história. As transmissões digitais também bateram recordes: o streaming oficial da Fifa registrou 2,5 bilhões de visualizações, com pico de 50 milhões de acessos simultâneos durante a decisão.

O mercado asiático foi o principal motor do crescimento, com a China respondendo por 1,2 bilhão de espectadores, seguida pela Índia, com 800 milhões. "A expansão geográfica do torneio foi fundamental para alcançar esses números. Pela primeira vez, tivemos jogos em horários nobres para todos os continentes", destacou o diretor de marketing da Fifa, Jean-Marie Brohm.

Receita comercial inédita

Do ponto de vista financeiro, a Copa de 2026 gerou uma receita total de US$ 8,5 bilhões, superando em 25% os US$ 6,8 bilhões de 2022. Os direitos de transmissão responderam por US$ 4,2 bilhões, enquanto o patrocínio corporativo contribuiu com US$ 3,1 bilhões. A venda de ingressos somou US$ 1,2 bilhão.

Os novos contratos de patrocínio incluíram empresas de tecnologia e energéticas, ampliando a base de parceiros comerciais. "Conseguimos atrair marcas que antes não viam valor no futebol. O formato ampliado abriu portas para novos setores", explicou Brohm. A Fifa também anunciou que o lucro líquido do torneio será de US$ 2,5 bilhões, destinados a investimentos no desenvolvimento do futebol mundial.

Impacto econômico e social

Além dos recordes esportivos e comerciais, a Copa gerou um impacto econômico estimado em US$ 20 bilhões para os países-sede, Estados Unidos, Canadá e México. O turismo cresceu 30% durante o evento, com 1,5 milhão de visitantes estrangeiros. A Fifa também destacou a implementação de medidas de sustentabilidade, como a compensação de carbono e o uso de energia renovável nos estádios.

"Este foi o maior evento global já realizado, e os recordes comprovam que o futebol une o mundo como nenhum outro esporte", concluiu Infantino. A próxima edição, em 2030, já está confirmada com 48 seleções e terá como sedes Uruguai, Argentina e Paraguai, em comemoração ao centenário da primeira Copa.

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