Uma caneta de feltro que desempenhou papel crucial na missão Apollo 11 foi vendida por mais de R$ 4,3 milhões em um leilão realizado pela Sotheby's, 57 anos após o histórico pouso na Lua. O item de papelaria, usado pelo astronauta Buzz Aldrin, serviu como substituto de emergência para um disjuntor quebrado, cujo acionamento era essencial para ligar o motor que permitiria o retorno da tripulação à Terra.
Detalhes do leilão e valor histórico
O leilão, que ocorreu em 17 de julho de 2026, superou as expectativas iniciais, atingindo o valor de US$ 750 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual). Além da caneta, o lote incluía o próprio disjuntor defeituoso e uma carta de procedência assinada por Buzz Aldrin. A Sotheby's destacou que o conjunto representa um dos momentos de maior engenhosidade e improviso na história da exploração espacial.
O incidente que quase interrompeu a missão
Em 20 de julho de 1969, após o pouso do módulo lunar Eagle, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin se preparavam para retornar ao módulo de comando quando um dos disjuntores da cabine quebrou. O componente era responsável por acionar o motor de ascensão, sem o qual a decolagem da Lua seria impossível. Sem ferramentas adequadas, Aldrin improvisou usando uma caneta de feltro para pressionar o contato elétrico, permitindo a partida do motor e o sucesso da missão.
Valorização e significado cultural
De acordo com a Sotheby's, a caneta não é apenas um objeto de papelaria, mas um símbolo da capacidade humana de resolver problemas sob pressão extrema. A venda reflete o interesse contínuo por artefatos originais da era espacial, especialmente aqueles ligados à Apollo 11. O leilão também incluiu outros itens, como mapas lunares e fotografias autografadas, mas a caneta foi o destaque, superando em muito as estimativas iniciais de US$ 200 mil a US$ 300 mil.



