A cadela Labrador chamada Tokyo precisou ser resgatada após ingerir maconha durante uma caminhada no Ben Nevis, a montanha mais alta da Grã-Bretanha, localizada na Escócia. O incidente ocorreu quando a tutora Christina Bluhme e seu animal percorriam uma trilha popular e, em determinado momento, o cão encontrou e consumiu uma substância deixada no local.
Tutora alerta sobre perigos ocultos
Christina Bluhme, tutora de Tokyo, fez um alerta público sobre os "perigos ocultos" que animais podem enfrentar em trilhas. Ela destacou que, além dos riscos naturais, como terreno acidentado e mudanças climáticas, há substâncias deixadas por pessoas que podem ser fatais para os pets. "Tokyo começou a apresentar sintomas de intoxicação logo após ingerir a maconha. Ela ficou desorientada, com dificuldade para andar e salivação excessiva", relatou Christina.
Resgate por voluntários
Devido ao estado grave da cadela, uma equipe de voluntários do Lochaber Mountain Rescue Team foi acionada. Eles utilizaram uma maca especial para transportar Tokyo montanha abaixo, já que o animal não conseguia se locomover sozinho. O resgate durou várias horas e exigiu cuidado redobrado devido ao terreno íngreme e escorregadio.
Tratamento veterinário e recuperação
Após ser levada ao veterinário, Tokyo recebeu tratamento com carvão ativado, que ajuda a absorver toxinas no estômago. A cadela se recuperou rapidamente e já está em casa, sem sequelas. O veterinário responsável confirmou que a intoxicação por cannabis em cães pode causar desde sonolência e falta de coordenação até convulsões e coma, dependendo da quantidade ingerida.
Aumento de casos no Reino Unido
O incidente destaca um aumento preocupante de casos de intoxicação por cannabis em animais no Reino Unido. De acordo com dados da Veterinary Poisons Information Service (VPIS), os atendimentos por exposição à cannabis em cães e gatos cresceram significativamente nos últimos anos, impulsionados pela legalização do uso medicinal e pela maior disponibilidade da droga. Christina Bluhme concluiu: "Espero que meu caso sirva de alerta para outros tutores. Precisamos estar atentos ao que nossos animais podem encontrar nas trilhas e exigir mais responsabilidade de quem frequenta esses espaços."



