Zelensky enfrenta protestos após demissão de ministro da Defesa
Zelensky enfrenta protestos após demissão de ministro

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enfrenta pelo segundo dia consecutivo protestos em Kiev após a demissão do ministro da Defesa, Andriy Taran. Manifestantes se reuniram na Praça da Independência, exigindo explicações sobre a saída do ministro e maior transparência nas nomeações do governo.

Demissão do ministro da Defesa gera crise política

Na quarta-feira, Zelensky demitiu Taran sem apresentar justificativa formal, gerando especulações sobre divergências internas na condução da guerra contra a Rússia. A oposição acusou o presidente de ceder a pressões de oligarcas e de não priorizar o combate à corrupção no setor de defesa.

“A demissão levanta sérias dúvidas sobre a capacidade do governo de manter a unidade nacional em um momento crítico”, afirmou o deputado oposicionista Oleksiy Honcharenko, em entrevista à agência Reuters.

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Protestos reúnem milhares em Kiev

Os protestos, que começaram na quinta-feira, reuniram cerca de 5 mil pessoas no segundo dia, segundo estimativas da polícia local. Os manifestantes carregavam cartazes com frases como “Queremos justiça” e “Não à corrupção”. A presidente do parlamento, Ruslan Stefanchuk, convocou uma sessão extraordinária para discutir a situação.

“Precisamos de respostas claras sobre os critérios que levaram à demissão do ministro. A transparência é fundamental para manter a confiança da população e dos aliados internacionais”, declarou Stefanchuk.

Impacto na guerra e nas relações internacionais

A crise política ocorre em meio a intensos combates no leste da Ucrânia, onde forças russas avançam lentamente. Analistas apontam que a instabilidade pode enfraquecer a posição ucraniana nas negociações com a OTAN e com a União Europeia, que condicionam ajuda financeira a reformas anticorrupção.

O governo Zelensky, por sua vez, tenta minimizar o impacto. O porta-voz presidencial, Serhiy Nykyforov, afirmou que a demissão faz parte de uma “rotina administrativa” e que o presidente “continua comprometido com a defesa da soberania ucraniana”.

Até o momento, não há previsão de novo nome para o Ministério da Defesa. A oposição promete manter os protestos até que haja uma explicação oficial detalhada.

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