Trump parabeniza Espriella por vitória na Colômbia e prega 'relação poderosa'
Trump parabeniza Espriella e prega 'relação poderosa'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira (22) Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição presidencial na Colômbia segundo contagem preliminar, e afirmou que deseja trabalhar com ele para construir uma 'relação poderosa' entre os dois países. O candidato direitista venceu o esquerdista Iván Cepeda nas urnas no domingo, conforme dados preliminares divulgados pela autoridade eleitoral colombiana. O triunfo ainda precisa ser confirmado oficialmente.

Vitória amplia influência trumpista na América do Sul

A vitória de Espriella amplia o número de presidentes alinhados a Trump na América do Sul, que já inclui o argentino Javier Milei e o equatoriano Daniel Noboa. Enquanto mandatários de Argentina, Paraguai e Equador costumam demonstrar alinhamento quase automático a Washington, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, segue um caminho de independência, que por vezes o coloca em rota de colisão com Trump. O resultado foi visível durante o encontro do G7, na semana passada. Após Trump criticar o cenário eleitoral brasileiro, Lula disse em discurso para que o republicano 'não se metesse' nas eleições brasileiras. Trump, por sua vez, criticou o petista em uma entrevista, afirmando que ele é 'muito volátil'.

Aliados sul-americanos de Trump

Javier Milei (Argentina)

Milei talvez seja o trumpista de maior destaque entre os mandatários sul-americanos. O presidente argentino fez diversas viagens a Mar-a-Lago, residência particular de Trump, e é presença constante em eventos da direita conservadora nos EUA. Em 2025, Trump liberou um empréstimo de US$ 20 bilhões como socorro financeiro à Argentina após um encontro oficial entre os dois chefes de Estado. O alívio fiscal ajudou Milei a conquistar uma vitória inesperada nas eleições legislativas daquele ano.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Daniel Noboa (Equador)

O presidente equatoriano mantém uma relação mais pragmática com Trump do que Milei, mas tentou se aproximar do norte-americano especialmente ao apresentar projetos na área de segurança pública. Na reta final da campanha de reeleição, em 2025, Noboa buscou o apoio de Trump na luta contra o crime e não descartou a volta de bases militares estrangeiras, proibidas por lei no país.

Santiago Peña (Paraguai)

Outro aliado de primeira hora do republicano, Peña comemorou o retorno de Trump à Casa Branca no fim de 2024 e foi convidado a participar do 'Conselho da Paz' — iniciativa de Trump para criar uma organização paralela à ONU para resolução de conflitos. Na ocasião, Peña elogiou Trump e agradeceu ao mandatário por 'trazer esperança novamente'. O Conselho se reuniu uma única vez e foi deixado de lado após o início da Guerra do Irã pelos EUA e Israel.

Rodrigo Paz (Bolívia)

Outro aliado pragmático, Paz assumiu em novembro de 2025 e encerrou um ciclo de duas décadas de esquerda no país. Ao receber os parabéns de Trump pela vitória, declarou que 'teremos uma relação fluida e compromissos de cooperação e trabalho conjunto'. Paz vem sofrendo com protestos devido à persistência da crise econômica. Em maio, a Casa Branca reforçou seu apoio: o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse ter conversado com Paz e afirmou que as manifestações seriam 'um golpe financiado por uma aliança perigosa entre política e crime organizado na região'.

José Antonio Kast (Chile)

Kast possui grande afinidade ideológica com Trump, mas isso não se traduz em relação pessoal, como no caso de Milei. O líder de direita foi comparado ao republicano desde sua primeira candidatura à Presidência em 2021. Ele chegou ao Palácio de la Moneda com plataforma similar à de Trump, prometendo combater a imigração ilegal — e propondo até a construção de um muro na fronteira com a Bolívia. Outros pontos de convergência incluem crítica ao progressismo e às políticas identitárias, defesa de valores conservadores, oposição a governos de esquerda na América Latina e crítica ao multilateralismo tradicional.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Aliança a contragosto na Venezuela

Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela como presidente interina após uma operação militar dos EUA sequestrar Nicolás Maduro e levá-lo para Nova York, onde ele é mantido preso no aguardo de julgamento. Desde então, o regime venezuelano tem assinado acordos de exploração de petróleo e feito acenos diplomáticos a Washington, como a libertação de presos políticos, sem que haja manifestação de alinhamento explícita.