O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, orientou o governo federal a permitir voos comerciais diretos entre os EUA e o Líbano, conforme informaram fontes oficiais nesta terça-feira (21). A medida, que ainda depende de aprovação de agências reguladoras, representa uma mudança significativa na política de aviação bilateral, que atualmente exige escalas em terceiros países.
Decisão presidencial e contexto geopolítico
A orientação de Trump foi transmitida ao Departamento de Transporte e à Administração Federal de Aviação (FAA) durante uma reunião na Casa Branca. Segundo assessores, o presidente argumentou que a medida fortalecerá os laços econômicos e culturais entre as duas nações. O Líbano abriga uma grande diáspora libanesa nos EUA, estimada em mais de 500 mil pessoas, e a comunidade empresarial libanesa-americana há muito pressiona por voos diretos.
A decisão ocorre em meio a tensões regionais no Oriente Médio, mas a Casa Branca não vinculou a medida a questões de segurança. O Líbano enfrenta uma grave crise econômica e política, e a abertura de voos diretos pode impulsionar o turismo e os negócios.
Impactos esperados e próximos passos
A autorização para voos diretos permitiria que companhias aéreas como American Airlines, United Airlines e a libanesa Middle East Airlines operassem rotas sem escalas entre aeroportos como Nova York (JFK) e Beirute. Atualmente, a viagem exige conexões em Paris, Londres ou Istambul, aumentando o tempo de viagem e os custos.
Especialistas estimam que a medida pode reduzir tarifas em até 30% e aumentar o fluxo de passageiros em 50% nos primeiros dois anos. No entanto, a FAA ainda precisa certificar a segurança do aeroporto de Beirute e garantir que os padrões de aviação civil sejam atendidos. O Departamento de Estado também deve avaliar implicações diplomáticas.
O secretário de Transporte, Sean Duffy, afirmou em comunicado: "Estamos comprometidos em implementar a visão do presidente para fortalecer as conexões aéreas com aliados importantes. Trabalharemos em estreita colaboração com as autoridades libanesas para garantir que todos os requisitos de segurança sejam cumpridos".
Reações e críticas
A decisão de Trump gerou reações mistas. A Câmara de Comércio Árabe-Americana elogiou a iniciativa, chamando-a de "passo histórico para aproximar as comunidades". Por outro lado, alguns parlamentares democratas expressaram preocupação com a estabilidade do Líbano, citando a influência do Hezbollah no governo. O senador Chris Murphy (D-CT) disse: "Precisamos garantir que voos diretos não comprometam a segurança nacional ou facilitem atividades ilícitas".
A embaixada do Líbano em Washington ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes diplomáticas indicam que o governo libanês vê a medida com bons olhos. A expectativa é que as negociações técnicas avancem nos próximos meses, com possível início das operações em 2027.



