O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa dos jogadores da seleção argentina de futebol que exibiram uma faixa com a inscrição "As Malvinas são argentinas" após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026. A manifestação ocorreu em campo, logo após o apito final, e gerou reações imediatas das autoridades britânicas e da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Posição do governo Trump
Andrew Giuliani, chefe da força-tarefa dos Estados Unidos para o evento esportivo, declarou à BBC que o governo Trump apoia o direito dos atletas de expressarem suas opiniões. "A liberdade de expressão é um valor fundamental. Os jogadores argentinos têm todo o direito de manifestar sua posição sobre as Malvinas", afirmou Giuliani. A declaração ocorre em meio à tradicional proximidade diplomática entre Washington e Londres.
Reação britânica e pedido à Fifa
O governo britânico, por sua vez, classificou a atitude como uma violação das regras da Fifa, que proíbem manifestações políticas em campo. Autoridades do Reino Unido enviaram um pedido formal à entidade máxima do futebol para que sancione os atletas argentinos. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou que "as Ilhas Malvinas são território britânico ultramarino, e qualquer reivindicação contrária é inaceitável".
Contexto histórico da disputa
As Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul, são objeto de uma disputa de soberania entre Argentina e Reino Unido desde o século XIX. O conflito armado de 1982, que durou 74 dias e resultou na morte de 649 soldados argentinos e 255 britânicos, aprofundou a rivalidade. Para a Argentina, as ilhas são parte integrante de seu território, enquanto o Reino Unido as administra como um território ultramarino. A questão continua a gerar tensões diplomáticas e manifestações populares, especialmente em eventos esportivos.
Impacto no esporte
A ação dos jogadores argentinos reacendeu o debate sobre os limites entre expressão política e esporte. A Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas especialistas acreditam que a entidade pode aplicar multas ou até mesmo suspensões, com base no artigo 54 do seu código disciplinar, que proíbe "declarações ou ações políticas" durante partidas. A Argentina, que avançou à final da Copa, pode enfrentar sanções que afetem a participação de seus atletas na decisão.



