Ex-presidente Toledo pede prisão domiciliar por saúde após condenação
Toledo pede prisão domiciliar por saúde após condenação

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo, de 81 anos, condenado a 20 anos de prisão por aceitar US$ 35 milhões em subornos da construtora Odebrecht, apresentou um pedido formal de prisão domiciliar. A solicitação foi feita nesta segunda-feira (14) ao Poder Judiciário do Peru, sob alegação de que sua saúde se deteriorou gravemente.

Riscos à saúde e argumentos da defesa

Segundo a defesa de Toledo, ele corre risco iminente de sofrer um ataque cardíaco ou um derrame cerebral caso permaneça no presídio. O advogado do ex-presidente afirmou que buscará apoio no Ministério da Justiça e no gabinete do presidente José María Balcázar para que a medida seja concedida. Toledo foi extraditado dos Estados Unidos em abril de 2023 e está detido no Peru desde então.

Condenação no caso Odebrecht

Toledo foi condenado em outubro de 2024 por ter recebido US$ 35 milhões da Odebrecht entre 2005 e 2006, durante seu mandato (2001-2006). Em troca, ele teria favorecido a empresa na concessão de um contrato para a construção de trechos da Rodovia Interoceânica, que liga o Peru ao Brasil. O escândalo Odebrecht, revelado em 2016, envolveu subornos a políticos de diversos países da América Latina.

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Reações e próximos passos

A Procuradoria peruana ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido. Caso seja negado, a defesa de Toledo pode recorrer a instâncias superiores. A decisão cabe ao juiz responsável pelo caso, que deverá avaliar os laudos médicos apresentados. Toledo é o primeiro ex-presidente peruano condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

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