Bolsonaristas na Bahia estão utilizando as críticas do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao senador Flávio Bolsonaro para pressionar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto a apoiar Flávio na corrida presidencial. A estratégia visa reverter a decisão de ACM Neto de apoiar Caiado no primeiro turno, em um cenário no qual Flávio enfrenta dificuldades para fechar alianças no Nordeste.
Pressão sobre ACM Neto
Aliados bolsonaristas argumentam que as declarações de Caiado contra Flávio enfraquecem a união da direita e que ACM Neto deveria reconsiderar seu apoio. Internamente, há um acordo para que ACM apoie Caiado no primeiro turno, mas considere uma aliança com Flávio em um possível segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, os bolsonaristas querem que ACM Neto mude de posição já no primeiro turno.
Dificuldades de Flávio no Nordeste
Flávio Bolsonaro, que busca consolidar seu nome como candidato da direita, enfrenta resistência no Nordeste, onde ACM Neto é uma figura influente. A pressão dos bolsonaristas baianos ocorre em meio a negociações para ampliar o palanque do senador na região. Segundo fontes próximas às tratativas, o grupo avalia que o apoio de ACM Neto seria crucial para melhorar o desempenho de Flávio nos estados nordestinos.
Críticas de Caiado como argumento
As críticas de Caiado a Flávio, feitas publicamente nas últimas semanas, são usadas pelos bolsonaristas como justificativa para que ACM Neto se distancie do governador goiano. “Caiado ataca Flávio, então não faz sentido ACM Neto apoiar alguém que agride nosso candidato”, afirmou um líder bolsonarista local, sob condição de anonimato. A estratégia busca explorar a insatisfação com as declarações de Caiado para forçar uma reavaliação da aliança.
Cenário de alianças incertas
Enquanto isso, ACM Neto mantém sua posição oficial de apoio a Caiado no primeiro turno, mas não descarta um acordo futuro com Flávio. A pressão bolsonarista, no entanto, pode complicar as negociações, já que Caiado também busca consolidar apoios no Nordeste. O desfecho dessa disputa interna pode definir o equilíbrio de forças da direita na região para as eleições de 2026.



