Tarifaço dos EUA: impacto pode ser menor que o esperado
Tarifaço dos EUA: impacto pode ser menor que o esperado

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que entrou em vigor nesta semana, pode ter um impacto menor do que o inicialmente temido. Isso porque a medida inclui mais de 2 mil exceções, abrangendo produtos como terras-raras, carne, café, entre outros. A informação foi divulgada pelo governo americano e analisada por especialistas em comércio exterior.

Exceções atenuam efeitos do tarifaço

De acordo com a lista oficial, os produtos isentos representam uma parcela significativa das exportações brasileiras para os EUA. Setores como agronegócio e mineração foram parcialmente poupados. “As exceções podem reduzir o impacto em até 30% sobre as exportações brasileiras”, estima o economista Carlos Alberto, da consultoria Mercatto.

A Lei da Reciprocidade, utilizada pelo governo americano para justificar as tarifas, permite que o Brasil também adote medidas de retaliação. No entanto, o país ainda avalia a melhor estratégia. O Ministério das Relações Exteriores já sinalizou que buscará negociação antes de qualquer contra-ataque.

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Reações no mercado e no governo

O mercado financeiro reagiu com cautela. O Ibovespa caiu aos 174 mil pontos, influenciado pela repercussão do tarifaço. Já o Tesouro IPCA+ registrou alta nos juros por toda a curva, acompanhando os Treasuries americanos.

O presidente Lula comentou o assunto em entrevista: “É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro”, referindo-se à gestão anterior. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro comparou Lula ao presidente Joe Biden e disse que o Brasil é um “avião sem piloto”.

A Fiesp criticou a postura do governo federal. “O tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado”, afirmou a entidade em nota oficial. A federação defende uma política comercial mais agressiva para proteger a indústria nacional.

Impacto sobre a economia brasileira

As vendas no varejo do Brasil avançaram apenas 0,1% em maio, frustrando as projeções do mercado. Economistas apontam que a incerteza gerada pelo tarifaço pode frear ainda mais o consumo. “O cenário externo adverso reduz a confiança do consumidor e dos investidores”, explica a analista Maria Fernandes.

Enquanto isso, pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram, mas o mercado permanece estável. A expectativa é que as negociações entre os dois países avancem nas próximas semanas, buscando um acordo que evite uma escalada protecionista.

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