O candidato presidencial Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Peru, apresentou um pedido formal de anulação dos votos no exterior nas eleições presidenciais do Peru. A solicitação baseia-se em alegações de irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral, que supostamente comprometeram a integridade de aproximadamente 300 mil votos, amplamente atribuídos à sua adversária Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular.
Contexto da apuração
Com 99,70% das atas processadas, Fujimori lidera a contagem com 50,111% dos votos, contra 49,889% de Sánchez, uma diferença de apenas 0,222 pontos percentuais. A eleição, marcada por forte polarização, tem sido acompanhada de perto por observadores internacionais. A missão de observação da União Europeia atestou a tranquilidade geral do pleito, mas destacou a necessidade de transparência no processo de apuração.
Detalhes da denúncia
Segundo Sánchez, as irregularidades incluem falhas na administração dos votos emitidos no exterior, que somam cerca de 300 mil. Ele argumenta que a falta de garantias na custódia dos votos pode ter favorecido Fujimori, que lidera entre os peruanos residentes fora do país. O pedido de anulação, se aceito, poderia reverter o resultado da eleição, considerando a margem apertada.
Reações e próximos passos
O partido de Fujimori aguarda a apuração total dos votos, enquanto a Justiça Eleitoral peruana analisa o pedido. A decisão sobre a anulação pode levar semanas e impactar o cenário político do país. Especialistas alertam que o processo pode gerar instabilidade, mas ressaltam que o sistema eleitoral peruano possui mecanismos para lidar com contestações. A missão da União Europeia recomendou que todas as alegações sejam investigadas de forma transparente para garantir a legitimidade do resultado.



