Federação PP-União tende a neutralidade no RJ e isola PL
PP-União deve ser neutro no RJ, isolando PL

A federação formada pelo PP e União Brasil tende a seguir a posição nacional e declarar neutralidade nas eleições municipais do Rio de Janeiro, o que isolaria o PL e beneficiaria o prefeito Eduardo Paes (PSD). A decisão deve ser confirmada nos próximos dias, alterando o cenário político na capital fluminense.

Neutralidade estratégica

De acordo com fontes internas, a federação PP-União Brasil optará por não apoiar oficialmente nenhum candidato na disputa pela prefeitura do Rio. Essa postura está alinhada à orientação nacional das siglas, que preferem manter independência em eleições locais. Com isso, o PL, que lançou a candidatura de Douglas Ruas com o apoio de Flávio Bolsonaro, perderia o suporte formal da federação.

O atual vice na chapa de Douglas Ruas é Rogério Lisboa, do PP. No domingo, ele e o presidente estadual do PP se reuniram com representantes do PSD, sinalizando a possibilidade de mudança de aliança. A neutralidade permitirá que membros do PP e União Brasil apoiem individualmente qualquer candidato, incluindo Eduardo Paes.

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Impacto político

O isolamento do PL fragiliza a candidatura de Douglas Ruas, que já enfrenta crises internas e investigações na direita fluminense. Por outro lado, Eduardo Paes, que busca a reeleição, vê seu caminho facilitado com a ausência de um bloco unido de oposição. A neutralidade da federação também pode atrair dissidentes do PL e de outros partidos para a base de Paes.

Segundo analistas políticos, a decisão reflete a dificuldade de unificar a direita no Rio, que está fragmentada por disputas internas e escândalos. A federação PP-União Brasil, que juntos formam uma das maiores bancadas na Câmara Municipal, optou por não se comprometer com uma candidatura que pode não ter viabilidade eleitoral.

Próximos passos

A confirmação oficial da neutralidade deve ocorrer em reunião da executiva nacional da federação. Enquanto isso, Rogério Lisboa e outros líderes locais avaliam as opções individuais. A expectativa é que a maioria dos filiados do PP e União Brasil acabe apoiando Eduardo Paes, consolidando sua vantagem nas pesquisas.

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