O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, descartou a realização de novas eleições no país, afirmando que a oposição exilada jamais voltará ao poder por meio das urnas. A declaração foi feita durante um ato pelos 47 anos da Revolução Sandinista, em Manágua, no dia 21 de julho de 2026. Ortega, que governa desde 2007, anunciou ainda novas leis para impedir adversários políticos, gerando críticas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Costa Rica.
OEA acusa abandono da democracia
A OEA emitiu uma nota afirmando que o governo de Ortega abandonou a democracia. Segundo a organização, as medidas anunciadas pelo presidente nicaraguense representam um retrocesso no processo democrático do país. A Costa Rica também se manifestou, denunciando a repressão a dissidentes e o fechamento do espaço político na Nicarágua.
Novas leis contra adversários
Ortega anunciou a criação de novas leis que visam dificultar a atuação da oposição. As medidas incluem restrições a partidos políticos e a meios de comunicação, além de mecanismos para impedir que exilados políticos participem de eleições. O presidente afirmou que a oposição exilada não representa os interesses do povo nicaraguense e que não permitirá que eles retornem ao poder.
Controle absoluto desde 2007
Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, governam a Nicarágua com controle absoluto, especialmente após a repressão aos protestos de 2018. Desde então, o governo tem sido acusado por organizações internacionais de violações dos direitos humanos e de perseguição a opositores. A comunidade internacional tem pressionado por eleições livres e democráticas no país, mas Ortega mantém-se firme em sua posição.
Reações internacionais
A declaração de Ortega gerou reações imediatas. A OEA reiterou que a Nicarágua abandonou os princípios democráticos e que medidas devem ser tomadas para restaurar a democracia. A Costa Rica, por sua vez, condenou a repressão e pediu que a comunidade internacional atue para garantir os direitos dos nicaraguenses. Até o momento, não houve resposta oficial do governo nicaraguense às críticas.



