Com a Copa do Mundo, a cidade de Nova York quer reverter a queda no turismo internacional que os Estados Unidos vêm registrando durante o governo Trump. A relação com os visitantes estrangeiros está estremecida, e os olhos do mundo já não veem o país como antes. Em 2025, os EUA foram a única grande economia global a apresentar declínio no turismo internacional.
Queda no turismo nos EUA
Em 2025, mais de 1 bilhão de pessoas viajaram entre países, um aumento de 60 milhões em relação a 2024. Enquanto Brasil, Europa, Ásia e África celebraram crescimento, os Estados Unidos tiveram uma queda de 5,5%, resultando em uma perda de US$ 8,5 bilhões para a economia americana. Nova York, principal porta de entrada do país, sentiu fortemente esse impacto.
Estratégia para atrair turistas
A Copa do Mundo surge como oportunidade para reconciliar turistas e a cidade. Julie Coker, presidente do órgão de promoção do turismo de Nova York, afirma: "Qualquer pessoa consegue se enxergar aqui. Somos uma cidade extremamente diversa, inclusiva e acolhedora. Não importa se você é um torcedor do Brasil, do Senegal ou do Equador. Você consegue se identificar com Nova York."
Oito jogos da Copa serão disputados na região metropolitana de Nova York, que deve atrair mais de 1 milhão de visitantes durante o Mundial. Muitos nem irão aos estádios, mas a beleza da Copa está em viajar para os locais das partidas apenas para curtir o clima festivo. A cidade está de olho nesse público e preparou 34 eventos com apoio da prefeitura.
Eventos e atrações
Telas gigantes reunirão torcedores ao ar livre, em restaurantes e até no Museu de História Natural, um dos mais tradicionais do mundo. Lá, o esporte se conecta com ciência e cultura: as partidas serão exibidas em um telão de 900 polegadas, onde geralmente os visitantes acompanham a exploração do universo. Fósseis de dinossauros dividirão espaço com lendas do futebol.
Alex Lasry, presidente do comitê organizador da Fifa em Nova York e Nova Jersey, diz que a região está muito animada para receber a final do Mundial: “Quando você quer reunir as maiores estrelas no maior palco possível, esse lugar é aqui”, afirma. Tanto nas arquibancadas quanto nas ruas, não importa de qual país você vem. Nova York quer que todos se sintam bem-vindos.



