O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta terça-feira a composição de seu gabinete, priorizando integrantes do Partido Trabalhista que demonstraram maior lealdade durante a campanha e no período de transição. A medida visa consolidar sua autoridade e garantir coesão interna diante de desafios econômicos e sociais iminentes.
Composição do gabinete reflete estratégia de controle
Starmer, que assumiu o cargo após a vitória esmagadora nas eleições gerais de 4 de julho, nomeou figuras-chave como Rachel Reeves como chanceler do Tesouro e David Lammy como secretário de Relações Exteriores. Ambos são considerados aliados próximos e defensores da linha moderada do partido.
Outros nomes incluem Yvette Cooper como secretária do Interior e Wes Streeting como secretário da Saúde. A escolha por trabalhistas "mais leais" reflete a intenção de Starmer de evitar dissidências internas que marcaram governos anteriores, especialmente em áreas sensíveis como política econômica e imigração.
Desafios econômicos e sociais no horizonte
O novo governo enfrenta um cenário de baixo crescimento econômico, inflação persistente e pressão sobre serviços públicos. Starmer prometeu um "governo de serviço público" e já anunciou medidas como o aumento do salário mínimo e investimentos em infraestrutura verde.
Segundo analistas políticos, a formação de um gabinete coeso é crucial para implementar reformas ambiciosas. "Starmer precisa de um time que execute suas políticas sem atritos," afirmou o professor de ciência política da Universidade de Oxford, Timothy Bale. "A lealdade é um ativo valioso nesse momento."
Reações da oposição e expectativas
O Partido Conservador, agora na oposição, criticou a composição do gabinete, classificando-a como "um retorno ao passado trabalhista". O líder conservador interino, Jeremy Hunt, afirmou que "as mesmas pessoas que levaram o Reino Unido à estagnação estão de volta ao poder".
Pesquisas recentes indicam que 52% dos eleitores aprovam a formação do novo governo, enquanto 30% desaprovam. A expectativa é que Starmer apresente seu primeiro orçamento em setembro, com foco em crescimento econômico e justiça social.



