Técnico Júnior Rocha explica critérios para escalação no Paysandu
Júnior Rocha detalha critérios de escalação no Paysandu

Critérios de escalação: comprometimento como base

O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, concedeu entrevista ao ge e detalhou os critérios utilizados para definir a escalação da equipe. Com um elenco de 27 jogadores, o treinador precisa tomar decisões difíceis a cada partida. Segundo ele, o comprometimento nos treinos é o ponto de partida. "Não existe mágica. Eu sempre parto do comprometimento do atleta no dia a dia. Quem treina melhor normalmente começa jogando. Esse é o meu ponto de partida", afirmou.

Ajustes necessários: quando o rendimento em jogo supera o treino

Apesar da ênfase nos treinos, Júnior Rocha reconhece que alguns atletas rendem mais em partidas do que nos treinamentos. "Às vezes, um atleta não se destaca tanto nos treinamentos, mas rende muito nas partidas. Quando isso acontece, fazemos os ajustes necessários. O mais importante é ser justo. O atleta percebe quando o treinador é honesto e segue uma linha de raciocínio coerente", comentou. O treinador destacou que hoje os treinamentos são muito parecidos com as situações de jogo, dificultando que se engane os jogadores.

Experiência e transparência: aprendizado com erros do passado

Júnior Rocha admitiu que precisou fazer ajustes durante a temporada para não perder o elenco. "No primeiro semestre, tivemos alguns problemas justamente por insistirmos em atletas que não estavam correspondendo no dia a dia. Isso gera um sentimento de injustiça dentro do elenco, mesmo que o jogador esteja resolvendo em campo", explicou. O treinador também destacou a importância da transparência nas conversas com os jogadores, especialmente na disputa por posições como a de centroavante.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Disputa pela camisa 9: Ítalo e Juninho brigam pela titularidade

A vaga de centroavante é a mais concorrida no Paysandu, com Ítalo e Juninho vivendo excelente temporada. "Quando há dois atletas do mesmo nível, pesa o momento. Sei que, no caso dos nossos centroavantes, um deles sempre ficará chateado por não jogar. Eu também fui atleta e sei como é isso. Converso com eles, explico as decisões e procuro ser sempre transparente. Se eu deixar de ser justo, perco o grupo", afirmou Júnior Rocha. Atualmente, o Paysandu possui o terceiro melhor ataque do Brasil, segundo o treinador.

Estrutura ofensiva e variações táticas

O técnico explicou que a forma de jogar favorece os atacantes e jogadores de lado, mas colocar dois centroavantes desde o início exigiria mudanças significativas na estrutura ofensiva. "Teria que alterar a função do meia, modificar movimentações e adaptar outros jogadores. Não é a ideia, pelo menos por enquanto, para iniciar as partidas", disse. No entanto, a formação com Ítalo e Juninho em campo é testada nos treinamentos e pode ser usada durante os jogos, dependendo das circunstâncias. "Isso pode acontecer se estivermos perdendo, empatando ou até vencendo, caso identifiquemos alguma fragilidade do adversário. O importante é que essas variações são treinadas. Não existe mais espaço para improvisação no futebol", completou.

Reforços para a reta final: Pablo Baianinho e Pedro Carrerette

Na última partida, contra o Guarani, Pablo Baianinho estreou com a camisa bicolor. Segundo Júnior Rocha, suas características permitem utilizar os dois centroavantes em campo de forma organizada. "No último jogo, por exemplo, utilizei o Pablo mais aberto justamente porque ele oferece versatilidade. Com ele em campo, consigo usar dois centroavantes dependendo da necessidade da partida", explicou. Além de Pablo, o zagueiro Pedro Carrerette também fez sua estreia como titular. Ambos são vistos como reforços que podem dar qualidade e profundidade ao elenco, especialmente para o quadrangular da Série C.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Lições do passado e planos para o quadrangular

Júnior Rocha já teve a experiência de liderar a primeira fase da Série C e falhar na fase decisiva devido a um elenco fragilizado. "O futebol vai nos dando experiência. Isso aconteceu no Caxias e também em outros clubes. Perdemos jogadores durante a temporada e não conseguimos repor à altura, muitas vezes por limitações financeiras. Aqui a situação é diferente", afirmou. Por isso, o Paysandu ainda busca reforços para posições que precisam de mais qualidade e experiência. "Não significa que estamos insatisfeitos com o grupo. Pelo contrário. Mas queremos um elenco ainda mais forte para o quadrangular, que será a nossa Copa do Mundo", concluiu.