Adiamento da votação
A Nicarágua adiou para setembro a aprovação de uma reforma constitucional que visa excluir partidos de oposição das eleições. Originalmente agendada para o início de agosto, a votação foi remarcada após consultas com diversas instituições e setores do país, segundo o governo. O presidente Daniel Ortega, que controla o Legislativo e as autoridades eleitorais, busca impedir a participação de opositores, rotulados como "traidores" pela proposta.
Reação internacional
A medida gerou forte condenação internacional. A União Europeia e os Estados Unidos criticaram a reforma, classificando-a como um ataque à democracia. O presidente eleito da Colômbia, Gustavo Petro, prometeu romper relações diplomáticas com a Nicarágua caso a reforma seja aprovada. A proposta também foi denunciada por organizações de direitos humanos, que veem nela um retrocesso no processo eleitoral do país.


