O governo do México anunciou que buscará responsabilização criminal nos Estados Unidos pela morte de pelo menos 17 cidadãos mexicanos que estavam sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) ou que faleceram durante operações federais desde o retorno de Donald Trump à presidência. A informação foi divulgada por autoridades mexicanas em meio à comoção gerada pelo caso mais recente, o de Lorenzo Salgado Araujo, morto por um agente do ICE no Texas.
Morte de Lorenzo Salgado Araujo
Lorenzo Salgado Araujo, imigrante mexicano, foi morto no dia 10 de julho de 2026, em Houston, Texas, durante uma abordagem de agentes do ICE. O caso gerou protestos e levou o governo mexicano a intensificar a pressão sobre as autoridades americanas. Em coletiva de imprensa, o deputado federal democrata Al Green, a deputada federal Sylvia Garcia e o advogado Hugo Balderas-Ibarra discutiram o caso, pedindo justiça e transparência nas investigações.
Posição do governo mexicano
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que o país não aceitará impunidade diante das mortes de seus cidadãos. O governo pretende acionar promotores americanos para que os responsáveis sejam processados criminalmente. Além disso, buscará o apoio de organizações internacionais para garantir a proteção dos direitos dos detidos e evitar novos episódios de violência.
Contexto das mortes sob custódia do ICE
Desde o retorno de Trump à Casa Branca, ao menos 17 mexicanos morreram sob custódia do ICE ou durante ações federais. As mortes ocorreram em diferentes estados, e o governo mexicano alega que muitas delas poderiam ter sido evitadas se os protocolos de segurança e direitos humanos fossem respeitados. O Itamaraty mexicano já havia manifestado preocupação anteriormente, mas o caso de Lorenzo Salgado intensificou a crise diplomática.
Reações nos EUA e próximos passos
Nos Estados Unidos, organizações de defesa dos direitos dos imigrantes também pressionam por investigações independentes. O governo mexicano espera que a pressão internacional e a atuação de promotores locais levem a condenações. A presidente Sheinbaum afirmou que o México continuará monitorando de perto cada caso e não descarta medidas legais adicionais, incluindo ações na Corte Interamericana de Direitos Humanos.



