A presidente do México, Claudia Sheinbaum, enfrenta uma onda de protestos de milhares de professores a apenas dois dias da abertura da Copa do Mundo 2026. As manifestações, organizadas pela Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE), bloquearam os principais acessos ao Estádio Azteca, na Cidade do México, levantando dúvidas sobre a segurança e a realização do evento.
Manifestações e reação do governo
Sheinbaum classificou as manifestações como uma 'provocação', mas afirmou que a abertura do Mundial está garantida. Em declaração à imprensa, a presidente destacou que o governo está trabalhando para garantir a ordem e a segurança durante o evento esportivo. Apesar das tensões, ela assegurou que a cerimônia de abertura ocorrerá conforme o planejado.
Reivindicações dos professores
Os professores, liderados pela CNTE, exigem melhorias salariais e o retorno do sistema público de aposentadorias, que foi modificado por reformas anteriores. A categoria também protesta contra a política educacional do governo, que consideram insuficiente para atender às necessidades dos trabalhadores da educação.
- Milhares de docentes bloquearam vias próximas ao Estádio Azteca.
- A CNTE ameaça novas mobilizações caso as demandas não sejam atendidas.
- O governo federal enviou reforço policial para a região do estádio.
Impacto na Copa do Mundo
A proximidade do protesto com a abertura da Copa gerou preocupação internacional. A FIFA, em comunicado, disse estar monitorando a situação e confia que as autoridades mexicanas garantirão a segurança do evento. O Estádio Azteca será palco do jogo de abertura entre México e Nova Zelândia, no dia 11 de junho.
Sheinbaum reafirmou que o Mundial é uma prioridade e que não permitirá que 'grupos minoritários' interrompam a festa do futebol. No entanto, a oposição criticou a postura da presidente, acusando-a de desrespeitar o direito de manifestação.



