Keiko Fujimori, candidata do partido Força Popular e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, está prestes a vencer as eleições presidenciais do Peru, após perder em três tentativas anteriores. Com 99,86% das urnas apuradas, ela possui 50,12% dos votos, uma vantagem considerada irreversível sobre o adversário Roberto Sánchez. Aos 51 anos, Keiko tenta suavizar sua imagem e aposta na promessa de "ordem" para atrair eleitores, superando a rejeição ao sobrenome mais polarizador do país.
Trajetória política marcada por derrotas e persistência
Keiko Fujimori, conhecida como a "maior perdedora" da política peruana, disputou a presidência em 2011, 2016 e 2021, sempre sendo derrotada no segundo turno. Em 2021, perdeu por uma margem estreita para Pedro Castillo. Agora, em 2026, ela aparece com vantagem consolidada, refletindo uma mudança no eleitorado peruano, cansado da instabilidade política dos últimos anos.
Legado controverso do pai e estratégia de campanha
Alberto Fujimori, presidente do Peru entre 1990 e 2000, morreu em 2024 enquanto cumpria pena por corrupção e crimes contra a Humanidade, incluindo esterilizações forçadas e massacres. Keiko busca se distanciar dos aspectos mais negativos do legado paterno, mas ainda carrega o peso do sobrenome. Sua campanha focou em segurança pública e combate à criminalidade, prometendo "ordem" em um país abalado por crises políticas e econômicas.
Resultados apontam vantagem irreversível
Com 99,86% das urnas apuradas, Keiko Fujimori tem 50,12% dos votos, contra 49,88% de Roberto Sánchez. A diferença de 0,24 ponto percentual é considerada irreversível pelas autoridades eleitorais, que já projetam sua vitória. Sánchez, candidato de centro-esquerda, reconheceu a derrota e parabenizou Keiko, pedindo união nacional.
Reações e perspectivas para o novo governo
A vitória de Keiko Fujimori representa um marco na política peruana, encerrando um ciclo de instabilidade que viu quatro presidentes em cinco anos. Analistas apontam que sua capacidade de governar dependerá da formação de alianças no Congresso, onde o Força Popular não tem maioria absoluta. A comunidade internacional observa com cautela, dada a história de autoritarismo associada ao nome Fujimori.



