Itália investiga Chanel, Bulgari e outras marcas de luxo por exploração de trabalhadores chineses
Itália investiga Chanel e Bulgari por exploração de chineses

A Itália abriu uma investigação contra 11 marcas de luxo, entre elas Chanel e Bulgari, suspeitas de explorar trabalhadores chineses em sua cadeia de produção. Agentes da Guarda de Finanças realizaram buscas nas sedes das empresas em Milão e Florença, apreendendo documentos que podem comprovar violações trabalhistas.

Detalhes da investigação

A operação, conduzida pelo Ministério Público de Milão, mira empresas que terceirizam a produção para ateliês que empregam imigrantes chineses em condições precárias. Segundo a promotoria, os trabalhadores recebem salários abaixo do mínimo legal, jornadas exaustivas e não têm direitos básicos, como férias e seguro. As marcas são acusadas de se beneficiar desse sistema para reduzir custos.

Entre as empresas investigadas estão também Prada, Dolce & Gabbana, Armani, Versace e Valentino. A Chanel afirmou em nota que "colabora plenamente com as autoridades" e que "repudia qualquer forma de exploração". A Bulgari, por sua vez, disse que "sempre cumpriu as leis trabalhistas" e que está "confiante na transparência de suas operações".

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Impacto no setor de luxo

O caso já causou repercussão internacional. A União Europeia tem pressionado por maior fiscalização de cadeias produtivas globais. Dados da investigação apontam que pelo menos 200 trabalhadores chineses estavam em situação irregular em ateliês terceirizados. Algumas marcas, como Prada, já haviam sido colocadas sob administração judicial temporária em 2024 por problemas similares, e desde então reforçaram os controles internos.

"É um sistema de exploração enraizado", disse o procurador-chefe de Milão, Marcello Viola. "Não se trata de casos isolados, mas de uma prática que envolve grandes nomes do luxo."

Próximos passos

As empresas agora terão que apresentar documentos e esclarecer suas relações com os fornecedores. Se condenadas, podem pagar multas milionárias e ter que indenizar os trabalhadores. O governo italiano estuda criar uma lei para responsabilizar marcas por abusos em toda a cadeia produtiva.

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