Casal de pastores indiciado por abusar de seis meninas em RR
Pastores indiciados por abusar de seis meninas em RR

A Polícia Civil de Roraima indiciou um casal de pastores por suspeita de abusar sexualmente de pelo menos seis adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, em Boa Vista. A investigação aponta que os líderes religiosos usavam interpretações bíblicas para convencer as vítimas de que os abusos tinham finalidade espiritual, além de oferecer vantagens materiais para silenciar denúncias.

Investigação começou em abril

O caso está sob investigação desde abril de 2026, quando a primeira denúncia foi registrada. Com o avanço das apurações, a polícia identificou seis vítimas, todas frequentadoras da igreja liderada pelo casal. Os pastores, identificados como Wenderson e Arielly, foram indiciados pelos crimes de estupro de vulnerável e coação no curso do processo.

De acordo com a delegada responsável, os abusos ocorriam durante encontros religiosos e aconselhamentos espirituais. “Eles se aproveitavam da confiança depositada pelas famílias e pelas próprias vítimas para cometer os crimes”, afirmou.

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Manipulação religiosa e ameaças

Segundo a investigação, Wenderson utilizava passagens bíblicas distorcidas para justificar os atos, dizendo que faziam parte de um “propósito divino”. As vítimas relataram que eram coagidas a não contar sobre os abusos, sob a ameaça de serem amaldiçoadas ou expulsas da igreja.

Além da manipulação espiritual, o casal oferecia presentes, dinheiro e outros benefícios para manter o silêncio das adolescentes. “Eles criaram um ambiente de medo e dependência, dificultando que as vítimas buscassem ajuda”, explicou a delegada.

Seis vítimas identificadas

A Polícia Civil confirmou que todas as seis vítimas são meninas entre 12 e 17 anos. O número pode aumentar, pois a investigação continua em busca de outras possíveis vítimas que ainda não denunciaram. O caso será encaminhado ao Ministério Público de Roraima, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia formal.

Os pastores permanecem em liberdade provisória, mas medidas cautelares foram solicitadas, como a proibição de contato com as vítimas e de frequentar a igreja onde os crimes ocorreram.

Repercussão e apoio às vítimas

O caso gerou comoção em Boa Vista, especialmente entre os fiéis da igreja. A Polícia Civil orienta que outras vítimas ou testemunhas procurem a delegacia especializada para registrar denúncias, garantindo sigilo e proteção.

“É fundamental que as vítimas saibam que não estão sozinhas e que a justiça será feita”, concluiu a delegada. O Ministério Público deve analisar o inquérito nos próximos dias.

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