Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e PMs do Batalhão Tático de Motociclistas prenderam, nesta quinta-feira, Gilvan Firmo Margarida, conhecido como Nego, de 44 anos, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Segundo a polícia, ele é suspeito de ser um dos fornecedores de armas e drogas do Comando Vermelho (CV).
Identidade falsa e monitoramento
No momento da prisão, Gilvan se identificou com uma identidade falsa que costumava usar, de acordo com a polícia. Ele foi localizado após um trabalho de inteligência e monitoramento.
Logística do Paraguai para o Complexo do Alemão
As investigações indicam que o suspeito era responsável pela logística de envio de armas e drogas do Paraguai para o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, mantendo conexões com fornecedores naquele país. Os policiais também identificaram que ele utilizava documentos falsos para realizar viagens internacionais, fraude confirmada após troca de informações entre a especializada e o Núcleo de Operações da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Fraude no sistema da Justiça
A investigação revelou ainda que Gilvan teria contratado um hacker para adulterar dados no sistema da Justiça, com o objetivo de ocultar um mandado de prisão expedido contra ele. Após a descoberta da fraude, os policiais acionaram o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que adotou as medidas necessárias para restabelecer os dados corretos no sistema.
Mandado por homicídio qualificado
Contra Gilvan havia um mandado de prisão por homicídio qualificado. Ele deverá ser submetido a uma audiência de custódia nos próximos dias, quando um juiz decidirá se confirma ou não a validade da prisão. Dependendo do resultado, ele continuará preso ou passará a responder pelas acusações em liberdade.



