Darline Graham Nordone, irmã do senador Lindsey Graham, falecido no sábado (11) aos 71 anos, foi nomeada pelo governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, para ocupar temporariamente a vaga no Senado dos Estados Unidos. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13). Nordone cumprirá os meses restantes do mandato de Graham, que se encerra em janeiro de 2027. Ela será a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado.
Nomeação e contexto legal
De acordo com a lei da Carolina do Sul, em caso de morte de um senador, cabe ao governador escolher o substituto, sem obrigatoriedade de manter o partido. McMaster, assim como Graham, é republicano. Uma fonte próxima ao processo, que não quis se identificar, informou que Nordone tomará posse na quarta-feira (15).
Nordone era a pessoa viva mais próxima de Graham, que não era casado e não tinha filhos. Ele ajudou a criar a irmã após a morte dos pais.
Morte de Lindsey Graham
O senador Lindsey Graham morreu após uma "doença repentina e breve" no sábado (11), aos 71 anos. Segundo a rede NBC, o serviço de emergência atendeu a um chamado de parada cardíaca em sua residência em Washington D.C., mas a causa oficial da morte ainda não foi confirmada.
Graham era conhecido por sua relação próxima com o presidente Donald Trump, apesar de um início conturbado. Em 2016, disputou a indicação republicana à Presidência, mas foi derrotado por Trump. Após a vitória de Trump, tornou-se um de seus principais conselheiros em política externa. Trump lamentou a morte, classificando Graham como "uma das melhores pessoas" e "um verdadeiro patriota americano".
Carreira e posições políticas
Graham foi eleito para o Senado em 2002 e construiu uma carreira de mais de três décadas. Defendeu uma política externa intervencionista e o fortalecimento da defesa nacional. Na semana anterior à sua morte, integrou uma delegação em Kiev, Ucrânia, e anunciou um acordo para avançar em sanções contra a Rússia.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou estar "profundamente entristecido" e descreveu Graham como um "verdadeiro defensor da liberdade". O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também lamentou a morte, chamando-o de "grande amigo de Israel".
Graham presidiu a Comissão de Orçamento do Senado e integrou as comissões de Apropriações, Judiciária e de Meio Ambiente e Obras Públicas. Ele também foi figura central no impeachment do presidente Bill Clinton em 1999.
Relação com Trump e controvérsias
A relação entre Graham e Trump foi marcada por altos e baixos. Inicialmente crítico, chamando Trump de "inapto para o cargo", Graham mudou de postura após a vitória eleitoral de Trump. Rompeu temporariamente após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, declarando "Estou fora. Já chega.", mas logo se reaproximou.
Em 2021, Graham ganhou repercussão no Brasil ao afirmar, sem provas, que milhares de brasileiros cruzavam ilegalmente a fronteira dos EUA usando roupas de grife e bolsas Gucci.
Repercussão e legado
O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou: "Meu coração está pesado... Lindsey dedicou muitos anos de sua vida à Força Aérea e ao Congresso". A morte de Graham ocorre em meio a preocupações com a transparência sobre a saúde de parlamentares nos EUA, após casos como o do deputado Tom Kean Jr., que ficou meses afastado por depressão, e do senador Mitch McConnell, hospitalizado sem divulgação de motivos.



