Inglaterra e Argentina se enfrentam no campo pela semifinal da Copa do Mundo 2026 nesta quarta-feira (15), mas a rivalidade dos países vai além do esporte e esbarra na geopolítica. Há quase 140 anos, a posse das Ilhas Malvinas, um arquipélago no sul do Oceano Atlântico, próximo à Argentina, tensiona as relações diplomáticas.
História do conflito
Em 1883, os ingleses expulsaram o governo argentino das Ilhas, alegando reivindicação da região bem antes da independência dos sul-americanos. Já em 1982, os argentinos tentaram retomar o território em confronto armado no qual a Argentina saiu derrotada, contabilizando a morte de cerca de 650 argentinos.
Reivindicação argentina
A Argentina ainda reivindica a posse das ilhas pela proximidade, já que o complexo fica a cerca de 600 quilômetros de distância da costa da Patagônia (e há mais de 13 mil quilômetros do Reino Unido). Na edição da Copa do Mundo seguinte, de 1986, os países se enfrentaram e a Argentina venceu a Inglaterra nas quartas de final. O jogo ficou muito conhecido pois foi nele que Maradona fez o gol de mão, no lance que ficou conhecido como “La Mano de Dios”.
Plebiscito e posição atual
Em 2013, os residentes das Malvinas votaram em um plebiscito para permanecer como um território ultramarino do Reino Unido. Recentemente, o presidente da Argentina Javier Milei propôs uma nova reivindicação do arquipélago, seguindo a linha de outros presidentes do país. Antes, Cristina Kirchner e Maurício Macri, adversários de Milei na política, também defenderam a posse das ilhas.



