Diego Maradona Júnior, filho do lendário Diego Armando Maradona, criticou a declaração do técnico Lionel Scaloni de que a semifinal entre Argentina e Inglaterra é "apenas um jogo de futebol". Em entrevista ao jornal espanhol Marca, ele afirmou que o confronto desta quarta-feira carrega um peso histórico e emocional que não pode ser ignorado.
Guerra das Malvinas e 1986 na memória
Maradona Júnior destacou a conexão entre a partida e a Guerra das Malvinas (1982), além do icônico duelo de 1986, quando seu pai marcou dois gols na vitória argentina por 2 a 1 pelas quartas de final da Copa do Mundo. "Meu pai não encararia como uma partida normal, como mais um jogo. Podemos dizer muitas coisas, mas não seria normal e não será normal. Para todos os argentinos e maradonianos, será um encontro diferente, em que vêm à mente tudo o que aconteceu nas Malvinas, todos os nossos irmãos que morreram lá e, depois, o que aconteceu com o meu pai em 1986", declarou.
Scaloni tenta minimizar tensão
Lionel Scaloni, por sua vez, buscou afastar o componente político e social. "É uma partida de futebol. A mensagem é que é uma partida de futebol. Não busquemos mais nada. Vamos jogar contra uma grande seleção, com um grande treinador, que admiro muito. É um jogo de futebol. Nada mais", disse o treinador. Maradona Júnior, no entanto, considera inevitável a associação. "Meu velho venceu um confronto histórico e, desde então, nada é normal contra a Inglaterra", completou.
Desafio contra a Inglaterra
O filho do ídolo argentino também reconheceu a dificuldade da semifinal. A Inglaterra eliminou a Noruega, enquanto a Argentina passou pela Suíça nas quartas. "Nunca será uma partida normal, e esta especificamente será difícil para a nossa seleção. É verdade que a Inglaterra está bem, mas é preciso enfrentar e vencer os campeões do mundo. Será difícil para os dois lados", afirmou.
Messi e o sonho do bicampeonato
Esta será a primeira vez que Lionel Messi enfrenta a Inglaterra pela seleção principal. Maradona Júnior, que nunca conheceu pessoalmente o camisa 10, torce por ele. "Nunca tive a oportunidade de conhecer Messi, mas o tenho no coração, como todos os argentinos. Ele merece repetir o título. É o melhor entre os humanos, porque meu velho não pode ser comparado com ninguém nesta terra. Foi um extraterrestre do futebol. Mas Leo merece tudo", disse. E concluiu: "Tenho muito carinho por Leo e por sua família. Ele é o capitão da minha seleção. Respeito-o muito e espero que Deus lhe dê a oportunidade de disputar outra final e, claro, vencê-la".



